Os marcadores genéticos conhecidos pela sigla STR
- A)estão distribuídos no genoma humano em número máximo de 170.
Errada, porque STR não é definido por um número máximo de 170 loci no genoma humano, e esse valor não corresponde à característica do marcador.
- B)apresentam mutação por substituição de um nucleotídeo.
Errada, porque substituição de um nucleotídeo descreve mutação pontual, mais relacionada a SNP do que a STR.
- C)são formados por repetições de dois a sete pares de nucleotídeos.
Certa, porque STR são repetições curtas em tandem, formadas por unidades de 2 a 7 pares de nucleotídeos.
- D)avaliam polimorfismos de sequência.
Errada, porque STR avaliam polimorfismos de comprimento de sequência, não de sequência em si como conceito mais amplo.
- E)apresentam número fixo de repetições.
Errada, porque o número de repetições em STR é variável entre indivíduos, e não fixo.
Gabarito: C
STR significa Short Tandem Repeats, ou seja, repetições curtas em sequência. Imagine um trecho do DNA como se fosse uma palavra repetida várias vezes em fila: o tamanho dessa repetição varia entre pessoas, e é justamente isso que torna o marcador útil em genética forense, testes de parentesco e identificação humana. Esses marcadores são formados por repetições de pequenas unidades de nucleotídeos, geralmente de 2 a 7 pares de bases. É por isso que a alternativa C está correta: ela descreve exatamente a estrutura dos STR. Como o número de repetições muda entre indivíduos, surgem diferentes alelos, permitindo comparar perfis genéticos com boa precisão. As demais alternativas confundem conceitos. STR não tem número máximo fixo de loci no genoma como a letra A sugere, não se define por mutação de substituição de nucleotídeo como na letra B, e também não apresenta número fixo de repetições, porque a variabilidade é justamente a sua marca registrada. Na prática, a banca costuma cobrar essa diferença entre repetição em tandem e mutação pontual, então vale ficar atento. Em provas, pense assim: STR = repetição curta e variável, usada para polimorfismo de DNA. Já substituição de base lembra mais SNP. Essa distinção é clássica em genética e aparece muito em questões de reprodução humana, perícia e biologia molecular.