Assinale a opção que apresenta o patógeno que já foi utilizado na prática do bioterrorismo.
- A)Varicela-Zoster
Errada: Varicela-Zoster causa catapora e herpes-zóster, mas não é o patógeno clássico utilizado em bioterrorismo.
- B)Morbillivirus
Errada: Morbillivirus é associado ao sarampo, uma infecção viral de transmissão natural, sem uso clássico em bioterrorismo.
- C)Bacillus anthracis
Certa: Bacillus anthracis é o agente do antraz e já foi usado em episódios de bioterrorismo, inclusive por contaminação deliberada.
- D)Rubella vírus
Errada: Rubella vírus causa rubéola e não é lembrado como agente utilizado em bioterrorismo.
- E)Bordetella pertussis
Errada: Bordetella pertussis causa coqueluche, mas não é o patógeno clássico relacionado a ataques bioterroristas.
Gabarito: C
Quando a questão fala em patógeno usado na prática do bioterrorismo, ela quer lembrar daqueles agentes que já foram empregados ou cogitados em ataques intencionais contra populações. Nessa lista, o campeão clássico é o Bacillus anthracis, bactéria formadora de esporos, resistente no ambiente e historicamente associada ao antraz, inclusive em episódios famosos por carta contaminada. É um agente que chama atenção justamente por ser fácil de disseminar e difícil de ignorar depois que os sintomas aparecem. Em provas, vale guardar a lógica: bioterrorismo costuma cobrar microrganismos com alta virulência, capacidade de disseminação e impacto coletivo. O antraz entra nesse roteiro sem fazer cerimônia, porque os esporos podem sobreviver por muito tempo e causar doença cutânea, pulmonar ou gastrointestinal. Por isso, a alternativa C está correta. As demais opções são vírus e bactéria ligados a doenças humanas conhecidas, mas não são os exemplos clássicos de uso em bioterrorismo cobrados pela banca. A CESPE/CEBRASPE gosta muito de misturar agente infeccioso comum com agente de interesse em segurança biológica para ver se voce reconhece o rótulo do problema. Resumo de prova: se aparecer bioterrorismo e antraz, pense em Bacillus anthracis sem hesitar. E se a questão vier com 'qual já foi utilizado', a banca costuma cobrar justamente o caso histórico mais famoso e incontornável.