Para que a técnica de reação em cadeia da polimerase (PCR) possa ser usada para quantificar o DNA inicial presente na amostra, é necessário o uso de
- A)um marcador capaz de fluorescer ao se ligar ao DNA.
Correta, porque um marcador fluorescente permite acompanhar a amplificação em tempo real e estimar a quantidade inicial de DNA.
- B)transcriptase reversa.
Errada, porque transcriptase reversa é usada para converter RNA em cDNA, não para quantificar DNA por PCR.
- C)aminoácidos marcados.
Errada, pois aminoácidos marcados são usados em estudos de proteínas, não na PCR.
- D)Taq polimerase fluorescente.
Errada, porque a Taq polimerase é a enzima da PCR, mas a fluorescência necessária para quantificação vem do sistema de detecção, não da enzima em si.
- E)primers capazes de desnaturar a 72 ºC.
Errada, já que primers não precisam desnaturar a 72 ºC; essa temperatura é da extensão pela Taq polimerase.
Gabarito: A
A PCR tradicional faz uma amplificação do DNA, mas não foi feita para medir com precisão quanto material havia no início. Para quantificar a amostra, o caminho clássico é a PCR em tempo real (qPCR), que usa um marcador fluorescente para acompanhar a amplificação a cada ciclo. Assim, a intensidade do sinal vai subindo junto com a quantidade de produto formado, permitindo estimar o DNA inicial. Esse marcador pode se ligar ao DNA dupla fita, como o SYBR Green, ou pode fazer parte de uma sonda específica, que emite fluorescência quando a reação acontece. É por isso que a alternativa A está correta: sem um sistema fluorescente, você até amplifica o alvo, mas fica sem a “conta no visor” durante a corrida da PCR. As outras opções misturam conceitos de outras técnicas. Transcriptase reversa entra na RT-PCR, quando o material inicial é RNA e ele precisa virar cDNA antes da amplificação. Já aminoácidos marcados não têm relação com PCR, porque aqui o alvo é ácido nucleico, não proteína. Em resumo: para quantificar DNA inicial por PCR, você precisa de detecção fluorescente em tempo real. Esse é o princípio cobrado pela banca e é exatamente o que diferencia a PCR convencional da qPCR.