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Atuária · FGV · 2025

Questão comentada de Atuária

A partir da análise da base de dados extraída em 31 de dezembro, utilizada como referência para a avaliação atuarial de um Regime Próprio de Previdência Social, foram identificados indícios de inconsistências na aceitação dos registros. Considerando as normas e boas práticas atuariais, a alternativa que apresenta uma inconsistência plausível em um determinado registro cadastral é:

Gabarito: C

Na avaliação atuarial do RPPS, a qualidade da base cadastral é decisiva: se os dados vierem com inconsistências, as projeções de benefício, tempo de contribuição e custo previdenciário ficam tortas desde a largada. Por isso, o atuário sempre olha com cuidado para datas, vínculos, remuneração, dependentes e contagens de tempo, porque um campo estranho pode denunciar erro de cadastro ou até informação impossível. A lógica aqui é simples: alguns registros podem até parecer improváveis, mas ainda são juridicamente plausíveis. Já outros batem de frente com a própria cronologia da vida. Ninguém entra em um regime previdenciário antes de ter idade mínima para existir como segurado, certo? É aí que a alternativa C tropeça. A opção C fala em data de entrada no regime de previdência anterior à data de nascimento acrescida de 14 anos. Isso é incompatível com a realidade cadastral básica, porque pressupõe ingresso antes de o segurado completar 14 anos, o que não é um dado plausível para a formação do vínculo contributivo em RPPS. Em bases atuariais, esse tipo de inconsistência precisa ser apontado e corrigido. Como referência prática, a exigência de consistência cadastral decorre das boas práticas atuariais e das normas aplicáveis ao estudo de avaliação, que exigem base íntegra e validada antes da projeção. Em prova, a banca gosta justamente de misturar algo raro, porém possível, com algo logicamente impossível.

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