Considerando que, em 12 meses, um contrato de plano de saúde coletivo empresarial totalizou R$ 19.035.289,30 de receita, R$ 17.257.984,24 de custo assistencial e R$ 1.777.305,06 de resultado financeiro, qual é o seu índice de sinistralidade?
- A)110,30%.
Errada, porque 110,30% indicaria custo assistencial maior que a receita, o que não ocorreu nos dados.
- B)90,66%.
Certa, pois 17.257.984,24 dividido por 19.035.289,30 resulta em aproximadamente 90,66%.
- C)9,34%.
Errada, porque 9,34% não representa a razão entre custo assistencial e receita, e sim um complemento ou leitura incorreta do cálculo.
- D)9,19%.
Errada, porque 9,19% não corresponde ao índice de sinistralidade obtido pela divisão pedida.
- E)7,56%.
Errada, porque 7,56% também não decorre da relação entre custo assistencial e receita informada no enunciado.
Gabarito: B
O índice de sinistralidade mostra quanto da receita do plano foi consumida pelo custo assistencial. Em linguagem simples: se a receita entra no caixa, quanto dela sai para pagar consultas, exames, internações e outros eventos de saúde? É uma medida muito usada para avaliar se o plano está equilibrado ou se a “conta da saúde” está pesando demais. A fórmula mais cobrada é: sinistralidade = custo assistencial / receita do plano. O resultado financeiro não entra nessa conta, porque ele mede outra dimensão da operação. Aqui, então, basta dividir R$ 17.257.984,24 por R$ 19.035.289,30. Fazendo a conta, você chega a 0,9066, ou seja, 90,66%. Isso significa que cerca de 90,66% da receita foi usada para cobrir o custo assistencial. Sobrou pouquinho para respirar, e plano de saúde adora esse tipo de número para avaliar sustentabilidade. Por isso o gabarito é a alternativa B. Esse raciocínio está alinhado com a noção atuarial usual de sinistralidade em saúde suplementar: relação entre despesas assistenciais e receita de contraprestações.