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Atuária · FGV · 2025

Questão comentada de Atuária

O plano de equacionamento de déficit atuarial na previdência complementar fechada deverá contemplar, no mínimo, o valor nominal do resultado deficitário acumulado apurado ao final de cada exercício social que ultrapasse o limite de déficit, não podendo ser inferior a 1% das provisões matemáticas de benefício definido. Esse limite fixado ao nível mínimo de 1% está principalmente relacionado ao seguinte princípio do Pronunciamento Atuarial CPA 001 do Instituto Brasileiro de Atuária:

Gabarito: D

Na previdência complementar fechada, quando aparece um déficit atuarial, o plano de equacionamento não deve sair cobrindo qualquer centavinho que oscila no papel. A norma trabalha com um limite mínimo para exigir a recomposição, justamente para evitar medidas desproporcionais diante de variações pequenas e naturalmente esperadas no cálculo atuarial. Em outras palavras, não é toda diferença que vira plano de equacionamento; é preciso observar se o déficit ultrapassa o patamar relevante definido na regulamentação. É aí que entra o CPA 001 do IBA, que valoriza a ideia de materialidade e relevância. Esse princípio serve para separar o que é realmente importante do que é apenas ruído estatístico ou pequena flutuação sem peso suficiente para justificar providências mais pesadas. Por isso, a referência a 1% das provisões matemáticas de benefício definido conversa diretamente com essa lógica: só o déficit com relevância mínima merece tratamento obrigatório. O gabarito é a letra D porque o limite atua como um filtro de significância. Se o déficit está abaixo desse patamar, a preocupação prática é menor; se ultrapassa, passa a ser tratado como algo material, com potencial de afetar o equilíbrio do plano e exigir equacionamento. Isso evita excesso de intervenção e preserva proporcionalidade na gestão atuarial. Em prova, pense assim: atuarialmente, nem tudo que aparece no cálculo merece uma reação imediata. O sistema busca equilíbrio entre prudência e razoabilidade, e o princípio por trás do limite mínimo é justamente esse: só mexer quando o problema já ganhou tamanho suficiente para ser relevante.

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