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Atuária · FGV · 2025

Questão comentada de Atuária

Após a modelagem da frequência dos sinistros de uma carteira de seguro de danos, o atuário observou sobredispersão nos dados. Diante dessa situação, é recomendável utilizar a seguinte distribuição de probabilidade, entre as apresentadas:

Gabarito: B

Quando voce modela a frequencia de sinistros, a primeira ideia costuma ser a distribuicao de Poisson, porque ela e simples e classica para contagens. O problema e que a Poisson assume media igual a variancia. Se os dados mostram sobredispersao, ou seja, variancia maior que a media, essa suposicao fica curta demais e o ajuste piora. Nessa situacao, vale usar modelos que introduzem heterogeneidade na carteira. A beta-binomial serve quando a probabilidade de sucesso varia entre os riscos, e a gama-Poisson, tambem conhecida como binomial negativa em muitos contextos atuariais, funciona muito bem quando a taxa de ocorrencia muda de um segurado para outro. Em termos simples: voce deixa o modelo respirar um pouco, em vez de forcar todo mundo a caber na mesma caixinha da Poisson. Por isso o gabarito e a letra B. Entre as alternativas dadas, ela traz exatamente familias de distribuicoes usadas para acomodar sobredispersao na frequencia de sinistros. Isso e bem alinhado com a pratica atuarial e com a doutrina de modelagem de riscos: quando a Poisson nao da conta da variabilidade observada, voce precisa de um modelo com dispersao extra. Resumo de prova: se a questao falar em contagem com sobredispersao, desconfie da Poisson pura. Pense em mistura ou heterogeneidade, e a banca costuma gostar muito de beta-binomial e gama-Poisson como respostas elegantes e tecnicamente corretas.

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