O fundo para oscilação de riscos é composto por excedentes financeiros ou aportes específicos destinados à cobertura de riscos de natureza atuarial decorrentes de desvios das hipóteses adotadas na avaliação atuarial, cuja finalidade é manter o nível de estabilidade do plano de custeio e sua solvência. Além disso, deve ser gerido de forma segregada, conforme diretrizes de liquidez adequadas para situações de oscilação no comportamento de sinistros ou desvios em relação às hipóteses atuariais. Por isso, não é desejável a aplicação dos recursos desse fundo em ativos do segmento
- A)empréstimos com participantes.
Errada, porque empréstimos com participantes não são a forma mais líquida e podem comprometer a disponibilidade imediata dos recursos do fundo.
- B)imóveis.
Certa, porque imóveis têm baixa liquidez e não são adequados para um fundo que precisa responder rapidamente a oscilações de risco.
- C)renda fixa prefixada.
Errada, porque renda fixa prefixada é compatível com boa previsibilidade e costuma ser mais adequada do que ativos ilíquidos.
- D)renda fixa pós-fixada.
Errada, porque renda fixa pós-fixada tende a oferecer liquidez e menor volatilidade, o que combina com a função de proteção do fundo.
- E)renda variável.
Errada, porque renda variável é mais volátil, mas a banca aponta como pior opção a baixa liquidez e a dificuldade de realização rápida dos imóveis.
Gabarito: B
O fundo para oscilação de riscos funciona como uma espécie de “colchão” do plano: ele guarda recursos para absorver desvios atuariais e variações inesperadas, ajudando a manter a estabilidade do custeio e a solvência. A lógica aqui é simples: se o risco pode aparecer de surpresa, o dinheiro desse fundo precisa estar disponível quando a maré virar, sem depender de um mercado lento para vender o ativo. Por isso, a aplicação desse dinheiro deve privilegiar liquidez, baixo risco e facilidade de resgate. Em termos práticos, faz mais sentido pensar em ativos financeiros que possam ser convertidos rapidamente em caixa, como instrumentos de renda fixa, especialmente os mais líquidos. É a velha regra do bom senso atuarial: fundo de emergência não combina com ativo travado. O gabarito é a letra B porque imóveis costumam ter baixa liquidez, alto custo de transação e prazo maior para realização do valor. Se houver necessidade de uso rápido do fundo para cobrir oscilação de sinistros ou desvio de hipóteses atuariais, o imóvel pode até valer bastante no papel, mas não “vira dinheiro” com a agilidade necessária. Do ponto de vista técnico, a ideia está alinhada aos princípios de gestão prudencial dos recursos garantidores e à necessidade de compatibilidade entre ativos e passivos. Em previdência e seguros, o ativo do fundo precisa conversar com a urgência do passivo; imóvel, nesse contexto, fala devagar demais.