O termo “servidor público”, cunhado com o advento da Constituição Federal de 1988, surge de uma ideia de que o ocupante do cargo tem o compromisso de servir o público e a sociedade, atuando como um agente de transformação da sociedade. Nesse sentido, a seguinte atitude é recomendada para a prestação do serviço:
- A)automatismo.
Errada, porque automatismo sugere atendimento mecânico e sem atenção real às necessidades do cidadão.
- B)apatia.
Errada, porque apatia indica falta de interesse e de envolvimento com a demanda do público.
- C)consistência.
Certa, porque consistência representa regularidade, coerência e confiabilidade na prestação do serviço.
- D)desprezo.
Errada, porque desprezo é incompatível com a função pública e com o dever de bem atender.
Gabarito: C
A ideia de “servidor público” na Constituição de 1988 reforça que o agente estatal existe para atender ao interesse coletivo, com postura profissional, respeitosa e orientada a resultados. No atendimento ao público, isso significa agir de forma estável, coerente e confiável, sem oscilações de humor ou improvisos que prejudiquem o cidadão. Em prova de qualidade no atendimento, a banca costuma cobrar comportamentos que transmitam segurança ao usuário: padrão de atendimento, previsibilidade e continuidade. Quando você atende hoje de um jeito e amanhã de outro, o serviço perde credibilidade. Por isso, a atitude recomendada é a consistência. Consistência é manter um nível adequado de atendimento com regularidade, seguindo procedimentos, linguagem adequada e compromisso com a solução do problema. Ela combina bem com a visão constitucional de serviço público como função voltada ao bem comum, e não como favor pessoal ao cidadão. As outras opções fogem completamente dessa lógica: automatismo vira atendimento mecânico, apatia mostra desinteresse e desprezo é o oposto de servir. Então, a alternativa C está correta porque expressa exatamente a postura esperada de quem presta um serviço público de qualidade: firme, coerente e confiável.