No exercício da profissão, cabe ao profissional ter alguns deveres nas relações com os clientes, empregadores e colaboradores; NÃO está de acordo com esses deveres:
- A)Atuar com parcialidade e pessoalidade em atos arbitrais e periciais.
Errada, porque em atos arbitrais e periciais o profissional deve atuar com imparcialidade e isenção, não com parcialidade e pessoalidade.
- B)Fornecer informação certa, precisa e objetiva em publicidade e propaganda pessoal.
Certa, pois o profissional deve prestar informação correta, precisa e objetiva, inclusive em publicidade e propaganda pessoal.
- C)Adequar sua forma de expressão técnica às necessidades do cliente e às normas vigentes aplicáveis.
Certa, porque a comunicação técnica deve ser adaptada às necessidades do cliente e às normas aplicáveis.
- D)Alertar sobre os riscos e responsabilidades relativos às prescrições técnicas e às consequências presumíveis de sua inobservância.
Certa, pois é dever alertar sobre riscos, responsabilidades e consequências previsíveis do descumprimento das orientações técnicas.
Gabarito: A
A ideia central da questão é simples: no exercício profissional, você não pode agir de qualquer jeito só para agradar cliente, empregador ou colega. Existem deveres éticos mínimos, como agir com honestidade, objetividade, transparência e responsabilidade. Em linguagem de prova: prestação de serviço não é torcida organizada, é conduta técnica e imparcial. Por isso, o profissional deve fornecer informações corretas, precisas e objetivas, ajustar sua linguagem técnica ao cliente e alertar sobre riscos, limites e consequências do descumprimento das orientações. Esses pontos aparecem com bastante frequência em códigos de ética e normas profissionais, porque protegem o usuário do serviço e reforçam a confiança na atividade. O item errado é o que fala em atuar com parcialidade e pessoalidade em atos arbitrais e periciais. Em perícia e arbitragem, o esperado é exatamente o contrário: imparcialidade, independência e isenção. Quem entra nesse campo precisa se manter técnico, sem favorecimento e sem mistura de interesse pessoal. Então, o gabarito está correto porque essa alternativa inverte o dever ético básico da atuação profissional: onde deveria haver neutralidade e critério técnico, ela propõe parcialidade e pessoalidade. É o tipo de troca de sinal que a banca adora cobrar.