No primeiro governo Fernando Henrique (1995- 1998) tem início um esforço para reconstrução do Estado, com a introdução de uma cultura gerencial (MATIAS-PEREIRA, 2009). O modelo gerencial de administração apresenta como características:
- A)a orientação para o cidadão, a gestão por resultados e a descentralização.
Correta, porque reúne três marcas clássicas da administração gerencial: foco no cidadão, gestão por resultados e descentralização.
- B)o controle rígido dos processos, o formalismo e a centralização.
Errada, pois controle rígido de processos, formalismo e centralização são traços do modelo burocrático, não do gerencial.
- C)o controle rígido dos processos, o autoritarismo e a descentralização.
Errada, porque mistura um elemento de descentralização com traços autoritários e controle de processos que não caracterizam o modelo gerencial.
- D)o formalismo, a flexibilidade e a centralização.
Errada, já que formalismo e centralização apontam para a burocracia, e a flexibilidade sozinha não salva a alternativa.
- E)a orientação para o cidadão, o rigor técnico e o autoritarismo.
Errada, porque orientação para o cidadão é gerencial, mas rigor técnico e autoritarismo não combinam com a lógica de resultados e descentralização.
Gabarito: A
A administração gerencial surge como reação ao modelo burocrático engessado e à lógica patrimonialista, buscando um Estado mais eficiente, com foco no resultado e no atendimento ao cidadão. Em vez de valorizar apenas regras, carimbos e hierarquia, ela passa a cobrar desempenho, metas e qualidade do serviço público. É a famosa troca do "processo pelo resultado": menos apego ao formulário, mais preocupação com o que realmente chega à população. No contexto do primeiro governo Fernando Henrique Cardoso, essa virada aparece com força na reforma gerencial conduzida pelo Ministério da Administração e Reforma do Estado, sob inspiração de autores como Luiz Carlos Bresser-Pereira. A ideia central era reconstruir o Estado com mais eficiência, descentralização e controle por resultados, preservando a responsabilidade pública, mas com menos burocracia desnecessária. Por isso, a alternativa A está correta: a orientação para o cidadão é marca típica do modelo gerencial, assim como a gestão por resultados e a descentralização. O cidadão deixa de ser tratado como mero "administrado" e passa a ser visto como usuário de serviços públicos, que devem ser entregues com qualidade e efetividade. As demais alternativas misturam traços do modelo burocrático ou patrimonialista, como controle rígido de processos, formalismo, centralização e autoritarismo, que são justamente o contrário da lógica gerencial. Em resumo: no gerencial, importa menos o ritual e mais o resultado.