A teoria da burocracia de Max Weber evoluiu para uma teoria weberiana da burocracia e, em última análise, para um modelo weberiano de Administração Pública. Assinale a opção que descreve corretamente a Administração Pública Weberiana.
- A)Um modelo exclusivamente aplicado à Administração Pública contemporânea no Brasil.
Errada, porque o modelo weberiano não é exclusivo da Administração Pública contemporânea brasileira, mas um tipo ideal usado para analisar várias administrações.
- B)Um conceito desenvolvido apenas a partir de rascunhos não publicados de Max Weber.
Errada, pois a teoria burocrática de Weber foi amplamente desenvolvida e conhecida em sua obra publicada, não apenas em rascunhos.
- C)Um modelo administrativo exclusivamente prussiano, restrito ao período de Max Weber.
Errada, porque a ideia weberiana não é um modelo exclusivamente prussiano nem restrito ao tempo de Weber; ela serve como categoria analítica mais ampla.
- D)Um rótulo geral que descreve a Administração Pública tradicional, hierárquica e baseada em capacidade, mesmo fora da Europa e para além da modernidade.
Certa, porque descreve a Administração Pública Weberiana como tradicional, hierárquica e baseada em capacidade, alcançando validade analítica além da Europa e da modernidade.
- E)Uma teoria que se opõe aos princípios hierárquicos e burocráticos desenvolvidos por Max Weber.
Errada, porque o modelo weberiano não se opõe à hierarquia e à burocracia; ele justamente organiza a Administração com base nesses elementos.
Gabarito: D
A burocracia em Max Weber não é sinônimo de “papelada chata”, e sim de uma forma racional de organizar a Administração: cargos definidos, hierarquia, regras impessoais, divisão de competências e seleção por mérito. A ideia central é trocar o mando pessoal, típico do patrimonialismo, por um aparelho estatal que funcione com previsibilidade e controle. Quando a questão fala em Administração Pública Weberiana, ela está pensando justamente nesse modelo tradicional, hierárquico e baseado em capacidade técnica, que virou referência para explicar muitas estruturas estatais modernas. Esse rótulo não fica preso à Alemanha de Weber nem a um momento histórico específico; ele é usado como categoria geral para descrever administrações públicas com forte formalização e racionalidade legal. Por isso o gabarito é a letra D. Ela capta a essência do modelo weberiano: uma Administração Pública tradicional, hierárquica e orientada por competência, aplicável como tipo ideal para analisar diferentes países e épocas. Em concurso, isso costuma aparecer como ponte entre o patrimonialismo e a burocracia, e depois como base sobre a qual se discute a reforma gerencial. Se quiser guardar em uma frase: Weber valoriza a autoridade racional-legal, onde manda a regra, não o favor. Isso conversa com a doutrina clássica de Administração Pública e com a lógica de profissionalização do Estado.