Uma determinada organização pública da área de saúde tem sua estrutura dividida por funções, contemplando, assim, um departamento de apoio administrativo, um departamento de ensino e pesquisa e um departamento de atenção à saúde. Esse tipo de departamentalização tem como vantagem e desvantagem, respectivamente:
- A)facilitar o atendimento das necessidades do usuário em suas particularidades; gerar sobreposições;
Errada, porque fala em atender particularidades do usuário, o que é típico de departamentalização por clientela, e não de departamentalização funcional.
- B)obter maior proveito de especializações e economia de escala, mesmo diante de conflitos; reduzir a visão integral;
Certa, pois a departamentalização por funções favorece especialização e economia de escala, mas pode gerar conflitos e reduzir a visão integral da organização.
- C)otimizar uso de recursos humanos, financeiros e materiais com prazos limitados; causar alta rotatividade em contratações temporárias;
Errada, porque trata de uso de recursos em prazo limitado e rotatividade, elementos que não definem departamentalização funcional nem sua vantagem e desvantagem típicas.
- D)permitir a instalação de unidades próximas aos usuários, matérias-primas e canais de escoamento; ocasionar duplicidades e aumentos de custos;
Errada, pois descreve departamentalização territorial ou geográfica, caracterizada por unidades próximas aos usuários, matérias-primas ou canais de distribuição.
- E)promover a descentralização e facilitar controles e inovação; apresentar custos administrativos elevados e baixa sinergia entre departamentos.
Errada, porque mistura efeitos de descentralização com inovação e custos administrativos, mas não traz a lógica central da departamentalização por funções cobrada no enunciado.
Gabarito: B
A questão trata de departamentalização funcional, isto é, a organização separa suas áreas conforme as funções desempenhadas, como apoio administrativo, ensino e pesquisa e atenção à saúde. Esse modelo é muito comum no setor público porque facilita a especialização, melhora a padronização dos processos e tende a gerar economia de escala. Em termos práticos: cada área vira “fera” no que faz, o que costuma aumentar eficiência interna. A vantagem cobrada na questão é justamente essa: obter maior proveito das especializações e da economia de escala. Quando pessoas e recursos ficam agrupados por função, o trabalho ganha foco técnico e pode ser executado com mais racionalidade. Em organizações públicas de saúde, isso ajuda bastante em rotinas administrativas, de ensino e de assistência. A desvantagem clássica desse desenho é que ele pode gerar conflitos entre departamentos e reduzir a visão integral do órgão. Como cada setor passa a defender mais o seu pedaço, pode faltar integração entre as áreas, o que dificulta enxergar o serviço como um todo. Em concursos, isso aparece muito como “visão fragmentada” ou “baixa coordenação intersetorial”. Por isso, o gabarito B está correto: ele combina exatamente a principal vantagem e a principal desvantagem da departamentalização funcional, sem misturar com critérios territoriais, por produto ou por clientela. A literatura de administração, como em Chiavenato, trata essa estrutura como eficiente, mas mais sujeita a silos e conflitos entre áreas.