No gerenciamento de riscos de uma autarquia pública, optou-se por um modelo que, sem ser um referencial completo, permitisse estabelecer claramente os papéis e as responsabilidades essenciais de cada gestor dentro da organização, visando, dessa forma, a protegê-la dos riscos, por meio de uma estrutura adequada de governança. Depreende-se do enunciado que a autarquia optou pelo modelo
- A)COSO-ERM de 2004.
Errada, porque o COSO-ERM de 2004 é um modelo amplo de gestão de riscos corporativos, e não um arranjo focado em linhas de responsabilidade.
- B)COSO/GRC de 2017.
Errada, porque o COSO/GRC de 2017 é um referencial de governança, risco e compliance, mais abrangente do que a descrição dada.
- C)EFQM excellence model.
Errada, porque o EFQM excellence model é voltado à excelência organizacional, não à divisão de papéis para gerenciamento de riscos.
- D)ISO-IEC 31010: 2009.
Errada, porque a ISO/IEC 31010 trata de técnicas de avaliação de riscos, e não de estrutura de governança com responsabilidades definidas.
- E)três linhas de defesa.
Certa, porque o modelo das três linhas de defesa organiza claramente as funções de gestão, monitoramento e asseguração na governança de riscos.
Gabarito: E
A questão descreve um modelo de gestão de riscos que não pretende ser um sistema completo, mas sim um arranjo prático para deixar muito claro quem faz o quê dentro da organização. Isso aponta para o modelo das três linhas de defesa, muito usado em governança e controle interno no setor público e privado. Na lógica das três linhas, a primeira linha é a gestão operacional, que assume e gerencia os riscos no dia a dia; a segunda linha apoia, monitora e orienta, como áreas de riscos, compliance e controles internos; e a terceira linha faz a avaliação independente, normalmente pela auditoria interna. A ideia central é organizar responsabilidades sem transformar todo mundo em dono de tudo, porque aí o risco vira confusão, e confusão não protege ninguém. É por isso que o gabarito é a alternativa E. O enunciado fala exatamente em um modelo que estabelece claramente papéis e responsabilidades essenciais, com foco em governança e proteção contra riscos, sem ser um referencial completo. Essa descrição combina com o modelo das três linhas de defesa, que é uma estrutura de governança para dividir funções de forma objetiva. Os demais modelos citados são referenciais mais amplos ou instrumentos específicos de gestão de riscos, mas não têm essa pegada de organizar responsabilidades por camadas da governança de forma tão direta. Em concursos, se aparecer a ideia de papéis bem definidos, gestão de riscos e governança, vale acender a luz para esse modelo.