Uma organização pública precisa implementar boas práticas de governança. A recomendação do TCU é seguir a diretriz de promover valores de correção e honestidade, implementando elevados padrões de comportamento, começando pela demonstração de conduta exemplar da liderança da organização. Tal recomendação está baseada no princípio de
- A)capacidade de resposta.
Errada, porque capacidade de resposta diz respeito à agilidade e à prontidão da organização para atender demandas, e não à promoção de honestidade e correção.
- B)confiabilidade.
Errada, porque confiabilidade está ligada à consistência, previsibilidade e segurança das ações institucionais, mas o enunciado fala de valores éticos e conduta exemplar.
- C)equidade e participação.
Errada, porque equidade e participação tratam de justiça no tratamento das pessoas e envolvimento dos interessados, não de padrões de honestidade da liderança.
- D)integridade.
Certa, porque integridade envolve correção, honestidade, probidade e exemplo ético da alta administração, exatamente como descreve a recomendação do TCU.
- E)melhoria regulatória.
Errada, porque melhoria regulatória se relaciona ao aperfeiçoamento de normas e processos regulatórios, e não à formação de uma cultura de conduta íntegra.
Gabarito: D
Quando o TCU fala em boas práticas de governança, ele costuma puxar a organização para um comportamento mais ético, coerente e confiável. Nesse contexto, a ideia de começar pela liderança dando o exemplo é clássica: não adianta pendurar cartaz bonito na parede se a chefia faz o oposto no dia a dia. É a velha lógica do "prega, mas não pratica" - e governança, claro, não gosta disso. O ponto central aqui é o princípio da integridade. Integridade, na governança pública, está ligada a valores de correção, honestidade, probidade e ética, com padrões elevados de conduta aplicados por toda a organização, especialmente pelos seus dirigentes. O próprio TCU, em suas referências de governança, associa integridade à cultura organizacional baseada em comportamento íntegro e exemplo da alta administração. Por isso, a recomendação descrita no enunciado encaixa exatamente em integridade: promover valores de correção e honestidade e exigir conduta exemplar da liderança é quase a definição prática desse princípio. Em concursos, quando aparecer liderança dando o tom ético da instituição, pense primeiro em integridade. As demais alternativas tratam de outras dimensões da governança, mas não dessa ênfase moral e comportamental. Aqui, o foco não é só atender bem, participar mais ou melhorar regras; é garantir que a organização seja guiada por honestidade e retidão.