A respeito da administração do bem público, o servidor deve prezar pelo(a)
- A)bem comum, mesmo quando sua execução impeça o cumprimento da justiça social.
Errada, porque a busca do bem comum não pode ser colocada em oposição à justiça social, que é justamente um dos seus objetivos.
- B)provento particular, embora a situação demande atenção ao interesse coletivo.
Errada, porque a administração pública não deve priorizar proveito particular quando a situação exige atendimento ao interesse coletivo.
- C)probidade da coisa pública, mesmo quando não for possível destinar legalmente a receita pública.
Errada, pois probidade é dever do agente público, mas a frase não faz sentido ao condicionar isso à impossibilidade de destinar legalmente a receita pública.
- D)equidade na prestação de serviço, ainda que seu exercício exija maior rapidez.
Certa, porque a prestação do serviço público deve observar equidade, ajustando a atuação estatal para promover justiça no caso concreto.
Gabarito: D
Na administração do bem público, a ideia central é que o agente estatal não atua para interesse pessoal, mas para atender o interesse coletivo com impessoalidade, moralidade e eficiência. Em outras palavras: o que é público precisa ser tratado com critérios públicos, e não com gosto pessoal ou favorzinho de ocasião. A questão mistura valores importantes da Administração Pública, mas cobra especialmente a noção de equidade na prestação do serviço. Equidade aqui significa tratar desigualmente os desiguais na medida de suas desigualdades, ajustando a atuação do Estado para entregar um serviço mais justo e adequado a cada situação concreta. Por isso, o gabarito é a letra D. O servidor deve prezar pela equidade na prestação do serviço, porque a administração pública não pode ser mecânica ou cega às diferenças entre os usuários. Isso conversa com a finalidade pública do serviço e com a busca de justiça material, em sintonia com a lógica constitucional da Administração Pública do art. 37 da CF. As demais alternativas tentam distrair com ideias genéricas como bem comum, interesse coletivo e probidade, mas embaralham conceitos ou trazem contradições. Na prova, a FGV gosta exatamente disso: coloca palavras bonitas para ver se você percebe qual delas realmente combina com a atuação administrativa correta.