As reformas do aparelho de Estado no Brasil, no século XX, visaram a substituir o patrimonialismo pela burocracia e, posteriormente, a burocracia pelo gerencialismo. Frente ao gerencialismo, a burocracia mostra-se limitada por sustentar-se em
- A)autonomia de gestão de recursos humanos, materiais e financeiros para alcance de objetivos.
Errada, porque autonomia ampla de recursos é traço mais associado ao gerencialismo, não à burocracia.
- B)controle a posteriori de resultados para garantia de entrega de serviços.
Errada, porque controle a posteriori de resultados é lógica gerencial, voltada ao desempenho e à entrega.
- C)controle de procedimentos a priori como finalidade máxima da ação.
Certa, porque a burocracia se apoia em controle prévio de procedimentos, com forte formalismo e padronização.
- D)descentralização e redução de níveis hierárquicos como flexibilização estrutural.
Errada, porque descentralização e redução de hierarquias são marcas da administração gerencial.
- E)participação de agentes privados, com e sem fins lucrativos, na garantia do interesse da coletividade.
Errada, porque a participação de agentes privados na execução de atividades públicas é compatível com arranjos gerenciais e parcerias, não com o modelo burocrático.
Gabarito: C
A evolução da administração pública no Brasil costuma ser resumida em três grandes momentos: patrimonialismo, burocracia e gerencialismo. No patrimonialismo, a coisa pública se mistura com interesses privados; na burocracia, a ideia é justamente separar isso com regras, carreiras, impessoalidade e controle formal. Já o gerencialismo surge depois, tentando dar mais foco em resultados, eficiência, descentralização e flexibilidade. Em termos simples: sai o "carimbo por carimbo" e entra a lógica de entregar serviço com qualidade.