A técnica de gestão por resultados, comumente empregada na Administração Pública Brasileira, encontra-se inserida no contexto das reformas gerenciais, fortalecido na década de 90, no país. Sobre as características da Gestão Por Resultados, analise os itens a seguir. I. Descentralização da tomada de decisões governamentais. II. Implementação de estritos padrões de conduta para os gestores. III. Hierarquização das relações fundamentada na importância dos cargos Está correto o que se afirma em
- A)I, apenas.
Correta, porque a descentralização da decisão é um traço típico da gestão por resultados.
- B)I e II, apenas.
Incorreta, porque o item II e o III têm perfil mais burocrático do que gerencial.
- C)II e III, apenas.
Incorreta, pois os itens II e III não caracterizam a gestão por resultados.
- D)I, II e III.
Incorreta, porque apenas o item I está de acordo com a lógica gerencial.
Gabarito: A
A Gestão por Resultados nasceu como resposta ao modelo burocrático clássico, que era muito pesado, muito formal e pouco flexível. Na reforma gerencial dos anos 1990, a ideia central passou a ser outra: menos foco no procedimento e mais foco no resultado entregue ao cidadão. Em vez de controlar cada passo, a Administração passa a cobrar metas, desempenho e eficiência. Por isso, a descentralização da tomada de decisões aparece como traço típico desse modelo. A lógica é dar mais autonomia a gestores e órgãos para que decidam como alcançar as metas, desde que entreguem o resultado esperado. Isso combina com a administração gerencial, inspirada em autores como Osborne e Gaebler e incorporada no Brasil pelo Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado. Já a implementação de estritos padrões de conduta e a hierarquização rígida das relações são marcas mais próximas da Administração Pública burocrática, não da gestão por resultados. A gestão gerencial valoriza flexibilidade, responsabilização e avaliação de desempenho, e não uma cadeia hierárquica engessada baseada apenas na importância formal dos cargos. Assim, o gabarito é a letra A, porque somente o item I traduz corretamente uma característica da Gestão por Resultados. Os itens II e III apontam para uma lógica burocrática tradicional, que a reforma gerencial justamente tentou superar.