Um governador de Estado, recentemente eleito, decidiu formular um programa com base na metodologia do Planejamento Estratégico Situacional (PES) para o enfrentamento de um problema local. Em um determinado momento do desenvolvimento do PES, os problemas foram identificados, descritos e processados, ou seja, foram identificadas causas, consequências, relações casuais e eventuais nós. Um fluxograma situacional foi usado como instrumento de apoio. Esse momento do PES é denominado de
- A)controlativo.
Errada: a fase controlativa diz respeito ao acompanhamento e controle da execução, não à análise inicial do problema.
- B)estratégico.
Errada: a fase estratégica trata da viabilidade e das possibilidades de ação diante dos atores e das restrições, não da identificação das causas do problema.
- C)explicativo.
Certa: é a fase explicativa, na qual o problema é identificado, descrito e analisado em suas causas, consequências e nós críticos.
- D)normativo.
Errada: a fase normativa define o que deve ser feito, construindo a situação-objetivo e os caminhos desejados, mas isso vem depois da explicação do problema.
- E)tático-operacional.
Errada: a fase tático-operacional é a da implementação prática das ações planejadas, não a da análise causal do problema.
Gabarito: C
O Planejamento Estratégico Situacional (PES), muito associado a Carlos Matus, organiza a realidade em momentos que se encadeiam: explicativo, normativo, estratégico e tático-operacional. A lógica é simples: primeiro você entende o problema, depois decide o que deve ser feito, em seguida avalia a viabilidade política e, por fim, executa e acompanha as ações. É um planejamento bem menos engessado do que o modelo clássico, porque parte de problemas concretos e do jogo de forças reais. No enunciado, o ponto-chave é este: os problemas já foram identificados, descritos e processados, com análise de causas, consequências, relações causais e nós críticos, usando até fluxograma situacional. Isso é exatamente a fase em que se explica o problema, isto é, quando você constrói a imagem do problema e entende por que ele acontece. Por isso, o gabarito é a letra C, fase explicativa. É nela que o gestor passa do simples reconhecimento do problema para sua análise mais profunda, buscando suas causas e conexões. Sem essa base, o planejamento vira chute com organograma bonito. As fases seguintes vêm depois: a normativa define o que deve ser feito; a estratégica avalia se isso é viável diante dos atores e restrições; e a tático-operacional transforma tudo em ação concreta. A banca FGV costuma cobrar justamente essa sequência e os termos técnicos do PES.