A gestão por resultados foi uma das inovações que ganhou grande importância na Administração Pública brasileira com o advento da reforma gerencial. Ela apresenta como característica fundamental
- A)a necessidade de desenvolvimento de indicadores que possibilitem mensurar o impacto das ações governamentais.
Certa, porque a gestão por resultados exige indicadores para medir desempenho e impacto das ações governamentais.
- B)a flexibilização dos recursos por meio da adoção da confiança ilimitada quanto às condutas dos gestores.
Errada, porque gestão por resultados não se baseia em confiança ilimitada, mas em metas, monitoramento e responsabilização.
- C)a confluência de capacidade deliberativa no controle de líder único.
Errada, porque não depende de liderança única com poder deliberativo concentrado, e sim de gestão orientada por desempenho.
- D)o alargamento do uso de procedimentos de controle “ex-ante” de responsabilidade de atuação.
Errada, porque a lógica gerencial tende a reduzir o peso do controle ex-ante e ampliar a avaliação de resultados.
- E)a eliminação da interação entre chefes de topo e gestores de linha, formalizada pelo uso de normas e regulamentos.
Errada, porque a gestão por resultados não elimina a interação entre níveis de gestão, mas busca coordenação com foco em desempenho.
Gabarito: A
A gestão por resultados surgiu na Reforma Gerencial como resposta à lógica burocrática centrada em procedimentos. Em vez de perguntar apenas se o agente cumpriu formalidades, a ideia passa a ser: o que foi entregue, com que qualidade e com que efeito para o cidadão. Ou seja, o foco deixa de estar só no processo e vai para os resultados alcançados. Por isso, um traço essencial dessa abordagem é a construção de indicadores e metas capazes de medir desempenho e impacto das ações públicas. Sem indicador, a gestão por resultados vira discurso bonito e planilha decorativa. A administração precisa medir produtos, resultados intermediários e, quando possível, impactos, para comparar o planejado com o realizado. Esse modelo é muito associado ao gerencialismo e à busca por maior eficiência, eficácia e efetividade. Ele também combina com instrumentos como contratos de gestão, avaliação de desempenho e responsabilização por metas, sempre com controle mais orientado a resultados do que a simples conferência formal de atos. Assim, o gabarito está na alternativa A, porque ela traduz exatamente a necessidade de desenvolver indicadores para mensurar o impacto das ações governamentais. As demais alternativas puxam para excesso de confiança, centralização ou controle formal ex-ante, que são lógicas bem mais burocráticas do que gerenciais.