O planejamento público envolve duas dimensões. São elas:
- A)técnica e política;
Correta, porque o planejamento público combina análise técnica com decisões políticas sobre prioridades e alocação de recursos.
- B)técnica e administrativa;
Errada, porque a dimensão administrativa existe na execução, mas não representa a dupla clássica do planejamento público.
- C)social e econômica;
Errada, porque social e econômica são áreas afetadas pelo planejamento, não as duas dimensões conceituais cobradas.
- D)política e econômica;
Errada, porque a dimensão econômica é relevante, mas não substitui o componente técnico que caracteriza o planejamento.
- E)jurídica e política.
Errada, porque a dimensão jurídica acompanha o planejamento, mas não é apontada pela doutrina como uma das suas duas dimensões centrais.
Gabarito: A
O planejamento público, em regra, é entendido como uma atividade que mistura dois lados bem conhecidos da administração: o lado técnico e o lado político. O técnico aparece quando o Estado coleta dados, define metas, escolhe prioridades e organiza meios para executar políticas com eficiência. Já o político surge porque planejar também envolve escolha de rumos, distribuição de recursos e decisão sobre o que vai receber mais atenção, o que nunca é neutro. Na prática, você não planeja o governo como quem monta um quebra-cabeça puramente mecânico. Sempre existe disputa de interesses, definição de prioridades e impacto social das decisões. Por isso, a doutrina de Administração Pública costuma tratar o planejamento como um processo técnico-político, e é exatamente essa a ideia cobrada na questão. A FGV gosta de explorar essa visão híbrida: não basta pensar em planilhas e metas, porque o planejamento público está ligado ao processo decisório estatal. Também não é algo só jurídico ou só econômico, pois ele atravessa várias dimensões, mas a base clássica é essa união entre técnica e política. Então, o gabarito A está correto porque traduz a natureza real do planejamento público: ele exige conhecimento técnico para estruturar ações e componente político para escolher prioridades e orientar a ação governamental. Essa leitura é bem compatível com a doutrina administrativa e com a lógica do planejamento previsto no ciclo orçamentário e nas políticas públicas.