Assinale a opção que indica o modelo de gestão que permite maior autonomia e flexibilidade para o gestor público.
- A)Burocrática.
Errada, porque a administração burocrática valoriza controle, hierarquia e formalismo, o que reduz a autonomia do gestor.
- B)Gestão para Resultados.
Certa, porque a gestão para resultados amplia a flexibilidade administrativa ao focar metas, desempenho e eficiência na entrega do serviço público.
- C)Mecanicista.
Errada, porque o modelo mecanicista é rígido, centralizado e pouco adaptável, justamente o oposto de maior autonomia.
- D)Organização Formal.
Errada, porque organização formal destaca estrutura e regras, não liberdade de gestão.
- E)Administração Científica.
Errada, porque a Administração Científica privilegia padronização e eficiência operacional, com baixa margem de autonomia para o gestor.
Gabarito: B
A questão compara modelos de administração pública e pede aquele que dá mais autonomia e flexibilidade ao gestor. Na evolução brasileira, o modelo patrimonialista misturava o público com o privado, o burocrático veio para trazer regras, controle e impessoalidade, e o gerencial apareceu para dar foco em desempenho, metas e resultados. Ou seja, quanto menos preso a procedimento engessado e mais orientado a objetivos, maior tende a ser a liberdade de gestão. No modelo burocrático, o gestor costuma atuar com forte vinculação a normas, hierarquia e formalidades. Isso reduz a margem de decisão, porque a preocupação principal é o cumprimento do procedimento correto. Já a gestão para resultados trabalha com metas, indicadores e responsabilização, permitindo ao administrador escolher os meios mais eficientes para entregar o resultado esperado. Por isso, o gabarito é a letra B. Esse modelo é associado à reforma gerencial e à administração pública gerencial, muito ligada ao Decreto-Lei 200/1967 e, depois, ao movimento de reforma do Estado dos anos 1990, que buscou descentralização, eficiência e flexibilização da gestão. Em resumo: menos carimbo, mais entrega. Então, se a banca perguntar quem tem mais espaço para decidir e adaptar a atuação à meta, pense no modelo orientado a resultados, e não no modelo burocrático, que gosta de regras e mais regras.