É possível identificar três modelos na administração pública brasileira: patrimonialista, burocrático e gerencial. A ideia de profissionalização, carreiras estruturadas, hierarquia funcional e impessoalidade são características do(s) modelo(s):
- A)patrimonialista;
Errada, porque o patrimonialismo é justamente o modelo marcado pela confusão entre público e privado, e não pela profissionalização e impessoalidade.
- B)gerencial;
Errada, porque o gerencial prioriza eficiência e resultados, não a rigidez da carreira burocrática e da hierarquia funcional clássica.
- C)burocrático;
Certa, porque profissionalização, carreiras estruturadas, hierarquia funcional e impessoalidade são características típicas da administração burocrática.
- D)patrimonialista e burocrático;
Errada, porque o patrimonialismo não tem impessoalidade nem carreiras estruturadas; essas marcas pertencem ao modelo burocrático.
- E)patrimonialista e gerencial.
Errada, porque o gerencial não se define por impessoalidade formal e carreiras estruturadas, e o patrimonialismo vai na direção oposta disso.
Gabarito: C
Na evolução da Administração Pública brasileira, costuma-se falar em três modelos: patrimonialista, burocrático e gerencial. Cada um aparece como resposta a um problema do anterior. O patrimonialismo mistura o público com o privado, como se o Estado fosse extensão da casa do governante. Já o modelo burocrático surge justamente para combater isso, trazendo regras, carreira, hierarquia, controles e impessoalidade. É aqui que a questão quer te pegar: profissionalização, carreiras estruturadas, hierarquia funcional e impessoalidade são marcas clássicas da burocracia. Essa lógica está associada ao modelo weberiano, adotado no Brasil com forte impulso nas reformas administrativas do século XX, especialmente a partir da Reforma Burocrática e da criação de estruturas de serviço civil mais estáveis. No modelo gerencial, por outro lado, a ênfase muda. O foco passa a ser eficiência, resultados, desempenho e flexibilidade, com menos apego ao ritual formal e mais atenção ao que o Estado entrega à sociedade. Então, quando a banca fala em estrutura, regras e neutralidade, pense logo em burocracia, não em gestão por resultados. Por isso, o gabarito é a letra C. A descrição bate exatamente com o modelo burocrático, que busca profissionalizar o serviço público e separar o interesse público de favoritismos pessoais, algo alinhado à lógica do concurso, da carreira e da impessoalidade.