Na primeira reunião de seu governo, o Chefe do Poder Executivo de determinado estado decidiu que era necessário modernizar a gestão pública para reduzir a burocracia e melhorar a eficiência no atendimento ao cidadão, principal destinatário dos serviços públicos. O foco era implementar um modelo administrativo com descentralização e autonomia dos gestores para decisões rápidas. Além disso, deveria haver a redução da interferência estatal na economia, através da transferência para o setor privado das atividades que podem ser controladas pelo mercado. À luz do exposto, é correto afirmar que as reformas pretendidas pelo governador são baseadas no seguinte modelo de administração:
- A)Gerencial.
Correta, porque o enunciado traz descentralização, autonomia, eficiência, foco no cidadão e transferência de atividades ao setor privado, características da administração gerencial.
- B)Burocrática.
Errada, porque a administração burocrática prioriza regras, formalismo e controle de procedimentos, e não redução de burocracia e autonomia decisória.
- C)Patrimonial.
Errada, porque o patrimonialismo confunde patrimônio público e privado, sem o foco em eficiência e modernização descrito na questão.
- D)Operacional.
Errada, porque 'operacional' não é um modelo clássico da evolução da Administração Pública brasileira cobrado nessa classificação.
Gabarito: A
A questão descreve o modelo de administração gerencial, que surgiu como reação aos excessos da burocracia e busca mais resultado, eficiência e foco no cidadão. Em vez de um Estado pesado e centralizador, a lógica aqui é: menos amarra, mais entrega. A ideia é medir desempenho, descentralizar decisões e dar autonomia a quem executa para que o serviço saia mais rápido e com melhor qualidade. Esse modelo ganhou força no Brasil com a Reforma do Estado dos anos 1990, inspirada no movimento da Nova Gestão Pública. O marco doutrinário mais lembrado é o Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado, de 1995, conduzido por Luiz Carlos Bresser-Pereira, que defendia exatamente a passagem de uma administração voltada para procedimentos para outra voltada para resultados. Na prática, o enunciado entrega várias pistas clássicas do gerencial: redução da burocracia, eficiência no atendimento ao cidadão, descentralização, autonomia dos gestores e transferência ao setor privado de atividades que podem ser controladas pelo mercado. Isso aponta para privatização, terceirização e desestatização em sentido amplo, tudo compatível com a administração gerencial. A administração burocrática, por sua vez, valoriza formalismo, hierarquia e controle de procedimentos. Já a patrimonial mistura o público com o privado, o que é justamente o oposto da modernização descrita. Por isso, o gabarito A está correto: o governador quer um Estado mais leve, mais eficiente e mais orientado a resultados.