O alvo da avaliação de desempenho de entidades públicas (órgãos sob o controle direto e indireto do Estado e de Empresas Estatais), pelos órgãos gestores do governo, é aquilatar as diretrizes, os planos estratégicos e operacionais, os objetivos e as metas dessas organizações e os processos de trabalho no sentido de promover sua efetividade; eficácia; e, eficiência. A efetividade é conceituada como:
- A)Grau em que as metas de uma organização, para um dado período de tempo, foram efetivamente atingidas.
Errada, porque isso descreve eficácia, que é o grau de alcance das metas em determinado período.
- B)Orientações de caráter geral que apontam rumos, as intenções de atuação política de uma gestão governamental ou de uma entidade.
Errada, porque define diretrizes, isto é, orientações gerais de atuação, e não efetividade.
- C)Alvo a ser atingido e que especifica a intenção das diretrizes, traduzindo-as em termos concretos e prevendo um prazo definido de execução.
Errada, porque fala de objetivo ou meta, que é o alvo a ser atingido, não o resultado social final.
- D)Capacidade de produção da entidade, que procura garantir uma produtividade constante de bens e serviços com uso o mais racional possível de um conjunto de insumos necessários a essa produção.
Errada, porque retrata eficiência, ligada à racionalidade no uso dos recursos e à produtividade.
- E)Grau de satisfação das necessidades e dos desejos da sociedade pelos serviços prestados pela instituição. Pode ainda ser apresentada como o grau de atendimento ao mercado potencial pelos serviços da entidade.
Certa, porque efetividade mede o impacto real dos serviços na sociedade e o atendimento das necessidades do público.
Gabarito: E
Essa questão cobra a clássica diferença entre eficiência, eficácia e efetividade, que cai muito em Administração Pública. Pense assim: eficiência olha para o uso racional dos recursos, eficácia olha para o alcance das metas, e efetividade olha para o resultado real gerado para a sociedade. É o famoso salto do "fiz bem" para o "funcionou de verdade". No caso da efetividade, a ideia é verificar se a atuação da entidade pública realmente produziu impacto, atendeu necessidades e trouxe benefícios concretos ao público. Não basta cumprir o plano no papel nem entregar produtos e serviços dentro do prazo. O ponto central é o efeito final na realidade social. Por isso, o gabarito é a letra E. Ela define efetividade como o grau de satisfação das necessidades e dos desejos da sociedade pelos serviços prestados, ou seja, o quanto a instituição de fato resolve o problema para o qual existe. Em linguagem de prova, efetividade é o resultado final percebido pela coletividade. Esse entendimento é o padrão doutrinário mais cobrado em gestão pública: eficácia é atingir metas, eficiência é fazer com menor custo ou melhor uso dos insumos, e efetividade é gerar impacto social. Se você embaralhar esses três conceitos, a banca adora te pegar no detalhe.