Considerando a implantação de gestão estratégica na Administração Pública, assinale a afirmativa INCORRETA.
- A)O desempenho de uma organização está condicionado às pessoas que nela atuam; por isso, o planejamento estratégico deve abranger desde o nível macro até o individual.
Correta, pois o desempenho organizacional depende das pessoas e o planejamento estratégico deve desdobrar-se da visão macro até a atuação individual.
- B)A gestão de recursos humanos passa a assumir um papel estratégico dentro da organização, tendo ainda o dever de se atentar ao desempenho dos recursos humanos direcionando-os para os resultados.
Correta, porque a gestão de pessoas assume papel estratégico e deve ser orientada para resultados e desempenho.
- C)Após as mudanças pretendidas pelas reformas gerencialistas, principalmente na década de 1990, os dirigentes passaram a lidar com muito menos paradoxos relacionados à transformação contínua das organizações.
Errada, pois as reformas gerencialistas não diminuíram os paradoxos da gestão pública; elas os tornaram mais evidentes e complexos.
- D)No contexto da Administração Pública, são instrumentos de gestão estratégica: o planejamento de recursos humanos; a gestão por competências; a capacitação continuada com base em competências; e, a avaliação de desempenho fundada em competências.
Correta, já que planejamento de RH, gestão por competências, capacitação por competências e avaliação de desempenho são instrumentos típicos de gestão estratégica.
Gabarito: C
A gestão estratégica na Administração Pública busca alinhar pessoas, processos e metas para gerar resultados concretos, e não apenas cumprir rotinas. Nesse modelo, planejamento, competências, capacitação e avaliação de desempenho deixam de ser peças soltas e passam a funcionar como um sistema integrado. É por isso que a gestão de pessoas ganha peso estratégico: sem servidor preparado e orientado para metas, o plano bonito vira decoração de gabinete. Na lógica gerencial, o desempenho da organização depende diretamente das pessoas que a compõem, então faz sentido que o planejamento estratégico alcance do nível institucional até o individual. Também é coerente falar em gestão por competências, capacitação continuada e avaliação de desempenho por competências como instrumentos de gestão estratégica, especialmente na Administração Pública contemporânea. A alternativa C está incorreta porque faz exatamente o oposto do que ocorreu com as reformas gerencialistas, sobretudo nos anos 1990. Essas reformas não reduziram os paradoxos da gestão pública; ao contrário, ampliaram tensões como eficiência x legalidade, flexibilidade x controle, foco em resultados x rigidez burocrática. A doutrina de Administração Pública gerencial mostra justamente que o dirigente passou a lidar com desafios mais complexos e contínuos, e não com menos paradoxos.