A partir da perspectiva das políticas de reforma, a Nova Gestão Pública (NGP) tem sido a fonte teórica de ideias para desenhar e realizar novas práticas e processos no âmbito da gestão pública. Nesse sentido, o principal objetivo inerente às reformas do estilo NGP é tornar as práticas mais eficientes e obter “valor por dinheiro”, realizando mudanças organizacionais e de gestão para alcançar uma utilização mais eficiente dos recursos. São consideradas as principais características de management (gestão) que o diferencia da burocracia, EXCETO:
- A)Inovador.
Certa, porque a NGP valoriza inovação e flexibilidade, em contraste com a rigidez burocrática.
- B)Dinâmico.
Certa, pois a gestão gerencial é mais adaptável e menos presa a rotinas formais do que a burocracia.
- C)Orientado para fora.
Certa, já que a NGP olha para resultados e para as demandas do cidadão, não apenas para o funcionamento interno.
- D)Centrado na obediência.
Errada, porque centrar a gestão na obediência é traço típico da burocracia, e não da lógica gerencial.
- E)Focado no desempenho.
Certa, porque a NGP privilegia desempenho, metas e avaliação de resultados.
Gabarito: D
A Nova Gestão Pública (NGP) surge como reação ao modelo burocrático clássico, trazendo para a administração pública uma lógica mais parecida com a gestão privada em alguns pontos: foco em resultados, eficiência, flexibilidade, inovação e orientação para o cidadão como usuário do serviço. A ideia central é sair do excesso de procedimento e aproximar a administração do desempenho concreto, com a lógica de "valor por dinheiro". Em vez de valorizar apenas o cumprimento rígido de regras, a NGP quer entregar mais resultado com menos desperdício. Na burocracia, a marca principal é o apego a normas, hierarquia, impessoalidade e controle de processos. Isso ajuda a dar previsibilidade e combater favorecimentos, mas pode deixar a máquina lenta e engessada. Já o management da NGP tende a ser mais dinâmico, inovador, orientado para fora e focado no desempenho, justamente para superar essas limitações. Por isso, a alternativa D é a exceção. "Centrado na obediência" é uma característica muito mais associada ao modelo burocrático do que ao gerencial. Na gestão gerencial, o importante não é obedecer por obedecer, e sim entregar resultado, medir desempenho e ajustar a atuação conforme metas e necessidades do cidadão. Em provas, esse contraste costuma aparecer em linha com a Reforma Gerencial do Estado, inspirada em autores como Osborne e Gaebler e, no Brasil, associada ao MARE e ao Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado, de 1995. A lógica é exatamente essa: menos carimbo, mais resultado.