Sobre a gestão por resultados na produção de serviços públicos, assinale a afirmativa INCORRETA.
- A)Ênfase nos processos e procedimentos.
Errada, porque na gestão por resultados a ênfase recai sobre os resultados alcançados, e não sobre processos e procedimentos como foco principal.
- B)Os resultados são a referência-chave para todo o processo de gestão.
Certa, pois os resultados funcionam como referência central para orientar a gestão e avaliar o desempenho.
- C)A definição dos objetivos, a escolha das ações e a tomada de decisão se dão de forma participativa.
Certa, já que a lógica por resultados valoriza definição participativa de objetivos, ações e decisões.
- D)A instituição não impõe processos muito rígidos, pois o foco está nos resultados. Há diretrizes a serem cumpridas e busca-se realizar os objetivos.
Certa, porque o modelo reduz rigidez excessiva e privilegia diretrizes e metas a serem cumpridas com autonomia gerencial.
- E)Há uma aproximação natural dos líderes e seus liderados, com troca de informações, feedbacks e colaboração, o que contribui com a harmonia organizacional.
Certa, pois a gestão por resultados estimula comunicação, feedback e cooperação entre líderes e equipes.
Gabarito: A
Na gestão por resultados, o centro da atenção deixa de ser o rito pelo rito e passa a ser o que efetivamente foi entregue à sociedade. Em vez de valorizar excesso de formalismo e controles internos engessados, a lógica é medir desempenho, acompanhar metas e ajustar a rota para alcançar objetivos públicos com eficiência e efetividade. Por isso, a afirmativa incorreta é a letra A. Se a administração está orientada por resultados, a ênfase não é nos processos e procedimentos em si, mas nos produtos, impactos e entregas geradas. Processos existem, claro, mas como meio, não como fim. É aquele clássico: o carimbo não pode mandar mais que o resultado. As demais alternativas estão alinhadas com essa visão moderna de gestão pública: os resultados são a referência principal, os objetivos e decisões tendem a ser construídos de forma mais participativa, e há menos rigidez procedimental, com maior autonomia responsável para cumprir metas. A doutrina de administração pública gerencial, associada à reforma gerencial do Estado, aponta exatamente essa mudança de foco: controlar mais o desempenho e menos a burocracia excessiva.