Na gestão de redes organizacionais no setor público, para assegurar uma cooperação eficiente e eficaz entre diversas organizações, é fundamental
- A)o estabelecimento de confiança mútua e compartilhamento de informações de forma colaborativa.
Certa, porque redes organizacionais dependem de confiança mútua e compartilhamento colaborativo de informações para coordenar ações entre órgãos.
- B)o foco em objetivos de curto prazo, em detrimento da visão de longo prazo.
Errada, porque a gestão em rede exige visão de longo prazo e coordenação contínua, não foco restrito em resultados imediatos.
- C)a utilização de software proprietário para comunicação, em substituição à mera confiança.
Errada, porque tecnologia pode ajudar, mas não substitui a confiança e a cooperação que sustentam a rede.
- D)uma estrutura hierárquica rígida para ações colaborativas.
Errada, porque redes organizacionais funcionam com articulação horizontal e flexível, não com hierarquia rígida.
- E)a competitividade entre as organizações públicas.
Errada, porque a lógica da rede é de cooperação e complementaridade, não de competição entre organizações públicas.
Gabarito: A
Na gestão de redes organizacionais no setor público, a lógica não é a da chefia mandando em tudo, mas a da cooperação entre vários atores que precisam atuar juntos sem perder seus objetivos institucionais. Pense em uma rede como um time em que cada órgão tem sua função, mas ninguém ganha o jogo sozinho. Para essa parceria funcionar de verdade, o ponto central é construir confiança mútua e compartilhar informações de forma aberta e colaborativa. Sem confiança, cada organização fica segurando dado, escondendo problema e tentando proteger o próprio espaço, o que mata a coordenação. Já com confiança, comunicação fluida e troca de informações, a rede consegue alinhar ações, reduzir retrabalho e responder melhor ao cidadão. Esse entendimento é bem compatível com a doutrina de redes e governança colaborativa: cooperação em rede depende de interdependência, coordenação, reciprocidade e confiança, e não de controle hierárquico rígido. No setor público, isso aparece com força em arranjos interorganizacionais, parcerias e políticas públicas executadas por vários órgãos ao mesmo tempo. Por isso, o gabarito é a letra A. Ela traduz exatamente o que sustenta uma rede organizada e eficiente: confiança entre os participantes e troca colaborativa de informações. O resto das alternativas vai na direção oposta, como se rede funcionasse no estilo 'cada um por si' ou sob comando militar. Aí a rede vira labirinto, não cooperação.