A respeito do papel do Estado empreendedor, assinale a opção correta.
- A)O Estado deve ser um observador no processo de inovação e punir erros decorrentes de tentativas frustradas de inovação.
Errada, porque o Estado empreendedor não é mero observador e não pune o erro inovador como regra, já que experimentar faz parte do processo de inovação.
- B)O Estado deve corrigir apenas falhas de mercado, com intervenções mínimas sobre ele.
Errada, porque essa frase descreve um Estado minimalista, focado apenas em falhas de mercado, e não a atuação mais proativa do Estado empreendedor.
- C)O Estado deve limitar-se ao financiamento oneroso do empreendedorismo inovador.
Errada, porque o empreendedorismo governamental não se limita a financiar de modo oneroso a inovação; ele também coordena, induz e assume riscos.
- D)O Estado deve ser agente ativo, liderando missões transformadoras e investindo em inovações pioneiras.
Certa, porque o Estado empreendedor atua de forma ativa, liderando missões e apoiando inovações pioneiras para transformar a realidade.
- E)O Estado deve agir apenas como regulador do setor privado.
Errada, porque o papel do Estado empreendedor vai além de regular o setor privado, envolvendo também indução, coordenação e investimento estratégico.
Gabarito: D
A ideia de Estado empreendedor nasce da noção de que o poder público não deve ficar só apagando incêndios nem atuar como um simples espectador. Em vez de olhar a inovação de longe, ele pode criar direção, assumir riscos, coordenar atores e abrir caminho para tecnologias e soluções que o mercado, sozinho, muitas vezes não bancaria no início. É o Estado que entra em cena como motor, não como plateia. Na doutrina, essa visão é muito associada a Mariana Mazzucato, que mostra que o setor público pode ser protagonista na criação de mercados e no impulso a inovações radicais, especialmente quando há incerteza alta e investimento privado insuficiente. A lógica aqui não é só corrigir falhas de mercado, mas também formar missões, orientar investimentos e induzir transformações estruturais. Por isso, a alternativa D está correta: ela descreve o Estado como agente ativo, liderando missões transformadoras e investindo em inovações pioneiras. Essa é a cara do empreendedorismo governamental, que busca resultado público com capacidade de coordenação, coragem para experimentar e foco em impacto coletivo. As demais alternativas tentam reduzir o Estado a um papel menor do que o defendido por essa abordagem. E aí a prova gosta justamente desse detalhe: se a ideia é Estado empreendedor, não cabe um Estado tímido, sentado na arquibancada, só torcendo para o mercado resolver tudo.