Secretaria de Fazenda de estado federativo que, para aprimorar seus processos e a qualidade dos serviços prestados aos cidadãos, pretenda implementar ações alinhadas ao modelo de excelência da gestão (MEG) da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) deverá I implementar um programa de capacitação contínua para os auditores fiscais focado em novas tecnologias e legislações tributárias. II criar um comitê interdepartamental para desenvolver soluções inovadoras que simplifiquem os processos de arrecadação e fiscalização. III implementar um sistema de gestão integrada que permita o compartilhamento de informações entre os diferentes setores da secretaria e outros órgãos estaduais. IV estabelecer metas de arrecadação como critério único para avaliação de desempenho das unidades regionais da secretaria. Assinale a opção correta.
- A)Apenas os itens I, II e III estão certos.
Certa, porque os itens I, II e III refletem capacitação, inovação, integração e gestão por processos, enquanto o IV foge da lógica de avaliação equilibrada do MEG.
- B)Apenas os itens I, II e IV estão certos.
Errada, porque o item IV não se alinha ao MEG ao usar um único critério de desempenho, desconsiderando outros resultados relevantes.
- C)Apenas os itens I, III e IV estão certos.
Errada, porque o item II também está correto, já que a inovação e a cooperação entre áreas são compatíveis com o modelo de excelência.
- D)Apenas os itens II, III e IV estão certos.
Errada, porque o item I também está correto, pois capacitação contínua faz parte da melhoria e aprendizagem organizacional.
- E)Todos os itens estão certos.
Errada, porque o item IV está em desacordo com o MEG ao adotar uma avaliação estreita e isolada de desempenho.
Gabarito: A
O MEG da FNQ trabalha a gestão pública como um sistema: processos integrados, foco no cidadão, aprendizagem, inovação e uso inteligente da informação. A ideia não é cada setor agir como uma ilha com seu próprio “chefe do castelo”, mas fazer a engrenagem funcionar com cooperação e melhoria contínua. Por isso, os itens I, II e III combinam bem com o modelo. Capacitar continuamente os servidores ajuda a organização a aprender e se adaptar. Criar um comitê interdepartamental estimula inovação e integração entre áreas. E adotar um sistema de gestão integrada melhora o fluxo de informações e a visão sistêmica, que são marcas fortes do MEG. Já o item IV escorrega bonito. Definir meta de arrecadação como critério único de avaliação é visão estreita demais: o MEG não gosta de medir desempenho com um único indicador, ainda mais quando ele ignora qualidade do serviço, eficiência, transparência, atendimento ao cidadão e resultados mais amplos. Em gestão por processos, o ideal é olhar o conjunto, não só a cifra final. Então o gabarito A está correto porque apenas I, II e III traduzem práticas alinhadas ao MEG. O IV contraria essa lógica ao reduzir a avaliação a um resultado financeiro isolado, sem equilíbrio nem aderência ao enfoque de excelência.