Maria é gestora da área logística de uma organização pública e tem o desafio de inseri-la na denominada governança ambiental, social e corporativa. Ela está trabalhando na etapa de levantamento dos riscos advindos da implantação da tríplice governança. Assinale a opção correta acerca da situação hipotética apresentada.
- A)A prática de omitir informações sobre os reais impactos das atividades de uma organização no meio ambiente e na comunidade é rara.
Errada, porque omitir impactos reais da organização é um risco conhecido e não algo raro, especialmente em temas de transparência e sustentabilidade.
- B)Um dos possíveis riscos da implementação da nova governança pretendida por Maria é a falta de razoabilidade na definição de algumas metas, principalmente na dimensão social.
Certa, porque metas sociais desproporcionais ou pouco realistas são um risco típico na implantação da governança ESG.
- C)As exigências extremas acerca da governança que Maria pretende implementar não têm o poder de inviabilizar a sua implantação.
Errada, porque exigências extremas podem sim dificultar ou até inviabilizar a implementação da nova governança.
- D)Ainda que a nova governança não seja levada a sério pela alta administração da organização, isso não implica que o tema seja banalizado ao longo do tempo.
Errada, porque a falta de apoio da alta administração tende justamente a banalizar o tema e enfraquecer sua adoção ao longo do tempo.
Gabarito: B
A governança ambiental, social e corporativa, conhecida como ESG, não é só um nome bonito para relatório com papel reciclado. Na prática, ela exige que a organização pense em riscos ambientais, sociais e de integridade, além de metas e controles coerentes com a realidade. Quando a gestora faz o levantamento dos riscos, ela precisa identificar justamente os pontos em que a implantação pode tropeçar: metas mal desenhadas, resistência interna, falta de apoio da alta administração, excesso de cobrança sem estrutura e até comunicação ruim dos impactos reais. Na dimensão social, um risco muito comum é definir metas sem razoabilidade, ou seja, metas que parecem ótimas no PowerPoint, mas não conversam com recursos, tempo, capacidade operacional e contexto da organização. Isso é perigoso porque transforma a governança em promessa vazia e dificulta a implementação de ações concretas. Por isso, a alternativa B está correta: a falta de razoabilidade na definição de metas, especialmente na dimensão social, é sim um risco relevante. As demais opções tentam inverter o jogo. Em ESG, omitir impactos ambientais e sociais não é raro nem aceitável, é justamente um problema recorrente de transparência. Além disso, exigências exageradas podem, sim, inviabilizar ou travar a implantação, e se a alta administração não leva o tema a sério, a tendência é ele virar moda passageira, ser banalizado e perder força ao longo do tempo. Em governança, se o topo não compra a ideia, o resto da organização costuma fingir que acredita.