Cada uma das opções a seguir apresenta um resultado da implantação de uma política de saneamento básico. Assinale a opção que representa a análise de custo-benefício da política implantada.
- A)redução de R$ 12 de despesas com saúde por habitante para cada R$ 1 investido
Correta, porque expressa a relação entre benefício monetário e custo do investimento, exatamente a lógica da análise de custo-benefício.
- B)atendimento de 80% da população local, com fornecimento de água
Errada, porque mede cobertura de atendimento, não a comparação monetária entre custos e benefícios.
- C)ampliação de 70% da área total saneada
Errada, porque indica expansão da área saneada, isto é, um dado de execução física, não de custo-benefício.
- D)geração de 300 novos empregos
Errada, porque trata de geração de empregos, que é um resultado relevante, mas não expressa relação custo-benefício em termos monetários.
- E)redução de 15% da mortalidade infantil
Errada, porque aponta um impacto social na saúde, mas sem relacioná-lo ao custo da política ou convertê-lo em benefício econômico.
Gabarito: A
Na avaliação de políticas públicas, a análise de custo-benefício procura comparar, em termos monetários, quanto a sociedade ganha em relação ao que foi gasto. A ideia é simples: você coloca o custo na balança e verifica se os benefícios superam esse custo, de preferência em valores comparáveis. Quando o resultado aparece como economia gerada para cada real investido, você está diante de uma forma clássica de custo-benefício. Na questão, a alternativa A faz exatamente isso: mostra que, para cada R$ 1 investido, houve redução de R$ 12 em despesas com saúde por habitante. Isso traduz benefício econômico direto e comparável com o custo da política, que é a essência da análise de custo-benefício. Em outras palavras, o saneamento não só melhorou a vida das pessoas, como também economizou dinheiro em outro setor público. As demais alternativas trazem indicadores importantes, mas de outra natureza. Elas mostram cobertura, expansão física, emprego e impacto social na saúde, porém sem relacionar benefício monetário ao custo da intervenção. Em prova, a banca gosta de misturar resultado, impacto e eficiência para ver se você identifica o conceito certo sem cair no efeito “parece bom, então deve ser custo-benefício”. Como referência doutrinária, a análise de custo-benefício é um instrumento clássico de avaliação econômica de políticas públicas, muito usado para verificar eficiência alocativa. No setor público, ela é especialmente útil quando os efeitos podem ser monetizados, como economia em gastos com saúde, por exemplo.