A reforma administrativa conduzida em 1930, durante a era Vargas, foi caracterizada por promover
- A)autonomia gerencial para o gestor público.
Errada, porque autonomia gerencial é marca da Administração Pública gerencial, muito posterior à Era Vargas.
- B)adoção de práticas gerencialistas típicas do setor privado.
Errada, pois a adoção de práticas gerencialistas típicas do setor privado só aparece com mais força na reforma administrativa dos anos 1990.
- C)adoção de padrões explícitos de desempenho.
Errada, porque padrões explícitos de desempenho são traço do modelo gerencial, não da reforma de 1930.
- D)ingresso no serviço público por mérito.
Certa, pois a reforma de 1930 buscou profissionalizar o serviço público e privilegiar o ingresso por mérito.
- E)controle de resultados em lugar de controle procedimental.
Errada, porque controle de resultados em substituição ao controle de procedimentos é característica do modelo gerencial, não do burocrático.
Gabarito: D
A reforma administrativa ligada a 1930, na Era Vargas, marcou a passagem do velho modelo patrimonialista para uma Administração Pública mais burocrática. Em vez de cargos distribuídos por favor pessoal, parentesco ou amizade, a ideia passou a ser organizar o Estado com regras, hierarquia e seleção mais impessoal. É o famoso momento em que a lógica do “quem indica” começa a perder espaço para o “quem merece”. Nesse contexto, a grande marca foi a valorização do mérito no acesso ao serviço público, com maior profissionalização da máquina estatal. Isso combina com a formação de uma burocracia administrativa mais técnica, inspirada em princípios de impessoalidade e racionalização. A doutrina administrativa costuma apontar esse período como o início da burocratização do Estado brasileiro, ainda que de forma incompleta. Por isso, a alternativa correta é a letra D: ingresso no serviço público por mérito. As outras opções descrevem traços mais modernos, ligados ao gerencialismo, que só ganham força muito depois, especialmente a partir da reforma gerencial dos anos 1990. Em 1930, o foco não era resultado, autonomia gerencial ou práticas privadas, mas sim romper com o patrimonialismo e organizar o recrutamento de forma mais objetiva.