Na administração empreendedora, promovida durante a Reforma de 1995, adotava-se como princípio o governo
- A)patrimonialista e orientado por missões.
Errada, porque patrimonialismo é o oposto da lógica gerencial da Reforma de 1995 e a administração empreendedora não se orienta por missões como princípio central.
- B)catalisador e antecipatório.
Certa, porque a administração empreendedora foi associada a um governo catalisador e antecipatório, com atuação proativa e articuladora.
- C)burocrático e centralizado.
Errada, porque o modelo buscava superar o excesso de burocracia e centralização, não reforçá-los.
- D)competitivo e patrimonial.
Errada, porque patrimonialismo não combina com gestão empreendedora e competitividade não vem acompanhada de lógica patrimonial.
- E)procedimental e descentralizado.
Errada, porque a administração empreendedora não se define por procedimento e centralização, mas por foco em resultados, inovação e articulação.
Gabarito: B
A chamada administração empreendedora aparece nas reformas gerenciais da década de 1990, especialmente no contexto da Reforma do Estado de 1995, quando se buscou sair de uma lógica lenta, excessivamente processual e centrada no controle dos meios. A ideia era aproximar o setor público de uma postura mais ativa, com foco em resultados, inovação e capacidade de adaptação. Em vez de um governo que só “cuida da papelada”, a proposta era um governo que enxergasse problemas antes que eles explodissem e que coordenasse soluções com mais inteligência. Na doutrina de administração pública, esse modelo é associado ao governo catalisador, isto é, aquele que articula atores, induz políticas e mobiliza recursos de vários lados, sem precisar fazer tudo sozinho. Também é antecipatório, porque trabalha com planejamento, prevenção e visão de futuro, em vez de ficar sempre correndo atrás do prejuízo. É bem a cara da gestão empreendedora: menos carimbo por carimbo, mais estratégia. Por isso o gabarito é a letra B. O enunciado fala da administração empreendedora promovida na Reforma de 1995, que remete ao paradigma gerencial defendido por autores como David Osborne e Ted Gaebler, com o governo atuando como indutor, articulador e preventivo. A lógica é: o Estado não some, mas muda de papel, deixando de ser só executor rígido para virar um agente mais inteligente e proativo. Se você lembrar de duas palavras, ajuda muito: catalisador e antecipatório. Elas resumem bem a mudança de mentalidade da administração pública nessa fase.