Antes da reforma administrativa implementada no Brasil, em 1936, o Estado brasileiro se caracterizava por ser
- A)patrimonialista e empreendedor.
Errada, porque "empreendedor" não descreve o Estado brasileiro anterior a 1936, que era marcado por patrimonialismo e controle oligárquico, não por uma atuação estatal moderna e empreendedora.
- B)burocrático e patrimonialista.
Errada, porque o modelo burocrático só ganha força justamente com a reforma de 1936, então não faz sentido dizer que o Estado já era burocrático antes dela.
- C)patrimonialista e oligárquico.
Certa, porque antes da reforma administrativa de 1936 o Brasil tinha traços patrimonialistas e concentração de poder nas elites, ou seja, um Estado oligárquico.
- D)gerencialista e descentralizado.
Errada, porque gerencialismo é bem posterior, associado à reforma do Estado dos anos 1990, e descentralização também não caracteriza o período anterior a 1936.
- E)federativo e burocrático.
Errada, porque o federalismo não descreve o modelo administrativo central predominante na questão, e o traço burocrático ainda não existia de forma estruturada antes de 1936.
Gabarito: C
Antes da reforma administrativa de 1936, o Brasil ainda carregava forte herança da República Velha e do Estado patrimonialista, em que a fronteira entre o público e o privado era muito borrada. Em vez de uma máquina impessoal e baseada em mérito, predominavam práticas de favor, apadrinhamento e concentração de poder nas elites locais e regionais, o que combina com a ideia de um Estado oligárquico. Na Administração Pública brasileira, a virada mais conhecida começa com a reforma promovida no governo Vargas, ligada ao DASP, que buscou organizar a máquina estatal com inspiração burocrática, isto é, com regras, hierarquia, profissionalização e seleção por mérito. Antes disso, o quadro era bem diferente: menos impessoalidade, mais troca de favores e domínio político de poucos grupos. Por isso, a alternativa correta é a letra C. Ela junta os dois traços que melhor descrevem o Estado brasileiro antes da reforma de 1936: patrimonialista, porque o público era tratado como extensão do privado, e oligárquico, porque o poder estava concentrado nas mãos de poucos. É a cara do velho modelo, antes da tentativa de modernização administrativa. Se você lembrar da sequência histórica, fica mais fácil: patrimonialismo vem antes, a burocracia aparece com a reforma de 1936, e a gerencialidade é bem mais recente, ligada à reforma do Estado na década de 1990.