A avaliação de projetos relacionados à efetivação de políticas públicas que privilegiam aspectos gerenciais, estritamente voltada à eficiência administrativa, focaliza que critério?
- A)O quanto o uso dos recursos primou pela economicidade.
Correta, porque economicidade verifica se os recursos foram utilizados com parcimônia e sem desperdício, foco típico da eficiência administrativa.
- B)Aquele que mede a relação entre os meios utilizados e os recursos à disposição.
Errada, porque descreve mais a ideia de eficiência operacional, isto é, relação entre meios empregados e resultados, e não o critério específico pedido.
- C)O que se refere a verificar se os direitos básicos dos destinatários foram alcançados.
Errada, porque trata de efetividade, ligada ao alcance dos direitos básicos e ao impacto social da política.
- D)Aquele que se refere a verificação da participação dos atores, objetos da política, com equidade.
Errada, porque aborda equidade e participação dos atores, elementos de análise democrática e distributiva, não de eficiência administrativa estrita.
- E)O quanto a execução seguiu conforme as etapas previamente estabelecidas.
Errada, porque se aproxima de conformidade processual ou aderência ao planejamento, e não do uso econômico dos recursos.
Gabarito: A
Quando uma questão fala em avaliação de projetos ligados a políticas públicas e destaca uma visão "estritamente voltada à eficiência administrativa", ela está puxando você para o critério de economicidade. Em português de prova: analisar se os recursos foram usados com parcimônia, sem desperdício, tentando obter o melhor resultado com o menor custo possível. Esse olhar é típico de uma avaliação gerencial, mais preocupada com o uso racional dos meios do que com efeitos amplos da política na sociedade. Ou seja, a pergunta não quer saber se a política resolveu o problema social inteiro, mas se a administração gastou bem, comprou bem, executou bem. É a lógica do "fazer mais com menos". Por isso, o gabarito é a letra A. A economicidade é um princípio ligado ao bom uso do dinheiro público, muito associado ao controle da despesa e ao exame da relação custo-benefício. Na prática, ela conversa com o art. 70 da Constituição Federal, que prevê a fiscalização da aplicação dos recursos públicos quanto à legalidade, legitimidade, economicidade e eficiência. Cuidado para não confundir com eficácia ou efetividade. Eficácia pergunta se a meta foi atingida; efetividade pergunta se houve impacto social real; economicidade pergunta se os recursos foram usados com economia e sem desperdício. Aqui, a banca quer justamente esse foco mais "pé no chão" da gestão.