A relação da organização com cada stakeholder deve considerar sua importância para a organização e o nível de incerteza ambiental associado com a esfera de atuação de cada um deles. A combinação desses fatores permite identificar a abordagem de gestão mais apropriada com cada tipo de stakeholder. Nesse sentido, o desenvolvimento de acordos proativos e a administração direta de relação são abordagens denominadas, respectivamente,
- A)Parcerias & Alianças e Gestão do Stakeholder.
Certa: associa corretamente acordos proativos a Parcerias e Alianças e administração direta da relação a Gestão do Stakeholder.
- B)Gestão do Stakeholder e Parcerias & Alianças.
Errada: inverte as abordagens, trocando a lógica dos acordos proativos pela gestão direta.
- C)Gestão do Stakeholder e Monitoramento de fronteiras.
Errada: mistura gestão do stakeholder com monitoramento de fronteiras, que não corresponde à sequência pedida.
- D)Gestão do Stakeholder e Monitoramento do ambiente.
Errada: monitoramento do ambiente é postura mais observadora e indireta, não administração direta da relação.
- E)Parcerias & Alianças e Monitoramento de Fronteiras.
Errada: parcerias e alianças podem até envolver ação proativa, mas monitoramento de fronteiras não é a segunda abordagem descrita no enunciado.
Gabarito: A
A ideia central aqui vem da teoria dos stakeholders: a organização não trata todo mundo igual, porque cada parte interessada pode ter mais ou menos poder, urgência e impacto sobre o negócio. Por isso, a gestão da relação depende de dois fatores: a importância daquele stakeholder para a organização e o grau de incerteza ambiental ligado à sua atuação. Quando o stakeholder é muito relevante e existe uma relação que exige cooperação mais intensa, a resposta mais madura costuma ser criar acordos proativos, com negociação e alinhamento de interesses. Em outras palavras, a empresa sai do modo reativo e passa a construir uma relação estruturada, quase de parceria mesmo. Já a administração direta da relação ocorre quando a organização precisa lidar de perto com aquele grupo, acompanhando demandas e coordenando expectativas de forma mais ativa. Isso também é uma abordagem típica de gestão de stakeholders, porque envolve relacionamento direto e deliberado, não apenas observação à distância. Por isso o gabarito A está correto: primeiro vem Parcerias e Alianças para os acordos proativos, e depois Gestão do Stakeholder para a administração direta da relação. A lógica é bem coerente com a literatura de gestão estratégica de stakeholders, muito associada a autores como Freeman e aos modelos de classificação por relevância e incerteza.