Uma organização está revisando sua cultura organizacional e, durante o diagnóstico, a consultoria identificou três aspectos importantes: 1. Os escritórios são projetados com espaços abertos e decorados com os valores da empresa em destaque nas paredes. 2. Os colaboradores utilizam um código de vestimenta informal, refletindo a abertura e descontração do ambiente. 3. A empresa realiza happy hours mensais para reconhecer as conquistas das equipes e promover integração entre os colaboradores. Com base nos níveis de cultura organizacional, é correto afirmar que esses elementos se classificam como:
- A)1 – Valores compartilhados, 2 – Artefatos, 3 – Pressupostos básicos.
Errada, porque os elementos 1 e 2 também são visíveis e observáveis, portanto não são valores compartilhados nem artefatos misturados dessa forma.
- B)1 – Pressupostos básicos, 2 – Pressupostos básicos, 3 – Valores compartilhados.
Errada, porque espaços físicos e código de vestimenta não são pressupostos básicos; são sinais externos da cultura.
- C)1 – Valores compartilhados, 2 – Pressupostos básicos, 3 – Valores compartilhados.
Errada, porque o item 2 não representa pressuposto básico, e o item 1 também não é valor compartilhado.
- D)1 – Artefatos, 2 – Artefatos, 3 – Pressupostos básicos.
Errada, porque o item 3 não é pressuposto básico, mas sim uma prática ritualizada e observável da organização.
- E)1 – Artefatos, 2 – Artefatos, 3 – Artefatos.
Certa, porque os três elementos descritos são manifestações visíveis e observáveis da cultura organizacional, logo são artefatos.
Gabarito: E
Na cultura organizacional, o modelo mais cobrado em concurso é o de Edgar Schein, que divide a cultura em três níveis: artefatos, valores compartilhados e pressupostos básicos. Os artefatos são tudo aquilo que você consegue observar de imediato, como layout do escritório, decoração, uniforme, rituais, cerimônias, linguagem e símbolos. Eles são a parte mais visível da cultura, aquele tipo de coisa que "bate o olho e já percebe". Os valores compartilhados ficam num nível mais profundo: são crenças e princípios que orientam o comportamento do grupo, como inovação, respeito, foco no cliente ou colaboração. Já os pressupostos básicos são crenças tão enraizadas que quase nem são questionadas, como ideias sobre natureza humana, tempo, competição ou relação com o ambiente externo. Em prova, a FGV adora misturar o visível com o invisível para ver se você cai na armadilha. No caso da questão, os três elementos descritos são práticas e sinais observáveis do dia a dia: escritório aberto com símbolos na parede, vestimenta informal e happy hours mensais. Tudo isso é facilmente percebido por alguém de fora, então entra em artefatos. Por isso, o gabarito correto é a alternativa E. Não há uma base legal específica aqui, porque o tema é doutrinário de Administração, especialmente associado ao modelo de Schein. Em concurso, o importante é memorizar: se dá para ver, ouvir ou perceber diretamente, a tendência é ser artefato; se é ideia orientadora, é valor; se é crença profunda e automática, é pressuposto básico.