Ao propor mudanças no modelo de avaliação de desempenho, um gestor de uma empresa pública busca adotar um método que não se limite a critérios financeiros, mas que também considere a perspectiva dos clientes, os processos internos e o aprendizado organizacional. Nesse contexto, a ferramenta mais adequada para esse tipo de avaliação é:
- A)Brainstorming.
Errada, porque brainstorming serve para gerar ideias e alternativas, não para estruturar avaliação de desempenho com múltiplas perspectivas.
- B)Método de escalas gráficas.
Errada, porque o método de escalas gráficas é usado na avaliação de desempenho individual, com critérios simples, sem a visão estratégica ampla pedida no enunciado.
- C)BSC (Balanced Scorecard).
Certa, porque o Balanced Scorecard avalia a organização por perspectivas financeira, clientes, processos internos e aprendizado organizacional.
- D)Método de comparação de Pares.
Errada, porque a comparação de pares é uma técnica de avaliação relativa entre pessoas, não uma ferramenta de gestão estratégica do desempenho organizacional.
- E)Incidentes críticos.
Errada, porque incidentes críticos registram comportamentos extremos relevantes em uma pessoa, mas não medem a estratégia da empresa por várias dimensões.
Gabarito: C
Quando a questão fala em avaliar o desempenho olhando para mais de uma lente, ela está descrevendo uma lógica de gestão estratégica que vai além do dinheiro no fim do mês. Em vez de medir só resultado financeiro, o gestor quer enxergar também o que acontece com os clientes, com os processos internos e com a capacidade de aprender e evoluir da organização. É exatamente aí que entra o BSC (Balanced Scorecard). Essa ferramenta foi desenvolvida por Kaplan e Norton para traduzir a estratégia em indicadores equilibrados, normalmente organizados em quatro perspectivas: financeira, clientes, processos internos e aprendizado e crescimento. Ou seja, ela é perfeita quando a ideia é ter uma visão mais completa do desempenho organizacional. Na prática, o BSC ajuda a empresa pública a não ficar presa ao curto prazo. Ele permite acompanhar se a estratégia está gerando resultados agora e também se está preparando a organização para o futuro. É como trocar um retrovisor minúsculo por um painel inteiro: você continua vendo o dinheiro, mas também enxerga o resto do caminho. Por isso, o gabarito é a letra C. As outras alternativas tratam de técnicas de geração de ideias ou de avaliação de pessoas, mas não atendem ao objetivo de medir desempenho com múltiplas perspectivas estratégicas.