A Teoria da Administração Científica foi considerada revolucionária ao estabelecer novos padrões e conceitos para a administração. No entanto, essa abordagem não esteve isenta de críticas devido a algumas de suas limitações e pontos controversos. Entre as principais críticas atribuídas a essa teoria, destaca-se
- A)a ausência de comprovação científica de seus métodos e princípios.
Correta: uma crítica conhecida à Administração Científica é que seus métodos e princípios não tinham comprovação científica rigorosa suficiente.
- B)a concepção ingênua do operário, adotando a premissa de que ele tem prazer em trabalhar.
Errada: a teoria não partia da ideia de que o operário tem prazer em trabalhar, mas sim de que ele deve ser controlado e incentivado por recompensas econômicas.
- C)a visão macroscópica do funcionário, enxergando-o como um indivíduo de capacidades generalistas.
Errada: a Administração Científica tem visão microscópica e parcelar do trabalhador, não uma visão ampla e generalista.
- D)o excesso de autonomia para os trabalhadores do nível operacional da organização.
Errada: a teoria reduz a autonomia do operário e reforça a supervisão e o controle, em vez de ampliar liberdade operacional.
- E)a ênfase excessiva na ideia de que o ambiente determina as características da organização.
Errada: a ênfase no ambiente como determinante da organização é típica da abordagem contingencial, não da Administração Científica.
Gabarito: A
A Administração Científica, de Taylor, foi revolucionária porque tentou organizar o trabalho com base em métodos, tempos e movimentos, buscando mais eficiência e produtividade. A ideia central era separar planejamento e execução, padronizar tarefas e escolher o “melhor jeito” de fazer cada atividade. Na época, isso parecia quase magia administrativa: menos improviso, mais controle e mais resultado. Só que a teoria recebeu muitas críticas. Uma das principais foi justamente tratar o método como se ele fosse cientificamente comprovado em sentido rigoroso, quando na prática havia forte base empírica e observação limitada. Em outras palavras: Taylor queria ser muito científico, mas nem sempre tinha a ciência pesada que ele prometia. Por isso, a banca costuma cobrar a diferença entre “método prático” e “comprovação científica robusta”. A alternativa A está correta porque uma crítica clássica à Administração Científica é a ausência de comprovação científica rigorosa de muitos de seus métodos e princípios. A teoria trouxe avanços reais, mas foi acusada de se apoiar mais em observações e experiências pontuais do que em validação científica ampla. As demais alternativas fogem do tema. Há crítica ao excesso de mecanização, à visão do operário como homem econômico e à especialização extrema, mas não à autonomia operacional nem à visão do ambiente como determinante da organização, que são ideias de outras abordagens.