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Administração Geral · FGV · 2024

Questão comentada de Administração Geral

A Indústria 4.0 representa a fusão de inovações tecnológicas, como a robótica de ponta, a inteligência artificial, a Internet das Coisas e os processos de fabricação digital, dentro de um ecossistema de valor global partilhado por companhias internacionais. Diante desses avanços, é imperativo repensar o papel dos gestores, afastando-se da concepção tradicional de que eles são os únicos responsáveis por definir e liderar o rumo futuro da organização. A nova função gerencial envolve habilitar, delegar e promover a instabilidade necessária para ativar os talentos e potenciais únicos nas pessoas, criando um ambiente propício ao aprendizado e à troca de informações através de interações dinâmicas. Assinale a opção que apresenta uma competência gerencial dos gestores da atualidade.

Gabarito: C

A Indústria 4.0 mudou o jogo: hoje o gestor não é mais aquele comandante centralizador que decide tudo sozinho. A função gerencial passou a envolver mais habilitar pessoas, distribuir responsabilidades, criar espaço para experimentação e fazer a equipe aprender com a troca de informações e com a própria dinâmica do trabalho. Nesse cenário, a organização precisa ser menos engessada e mais adaptável. Em vez de tentar controlar cada detalhe, o gestor atual atua como facilitador, criando um ambiente em que as pessoas possam propor, testar, errar com rapidez e melhorar. Isso combina com a lógica da inovação contínua e da transformação digital. Por isso, o gabarito é a letra C. A ideia de "promoção da desordem" aqui não significa bagunça sem rumo, mas sim quebrar padrões excessivamente rígidos para estimular criatividade, inovação e novas formas de solução. Em outras palavras, um certo grau de instabilidade pode ser funcional quando serve para tirar a equipe da zona de conforto. Essa leitura é bem alinhada à doutrina de gestão contemporânea, que valoriza liderança compartilhada, empowerment, aprendizagem organizacional e adaptação contínua. A FGV gosta muito dessa virada de chave: menos chefe-herói, mais gestor que cria contexto para as pessoas performarem.

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