A gestão pela qualidade total (Total Quality Management – TQM) é uma abordagem sobre a qualidade que vai além do foco específico no produto e envolve várias dimensões relativas às operações em uma organização. Uma das práticas características da TQM são os círculos de controle da qualidade (CCQ), propostos inicialmente por Ishikawa. Um círculo de controle de qualidade deve ter, como uma de suas características básicas:
- A)participação voluntária dos membros;
Certa, porque os CCQ são grupos de adesão voluntária, formados para discutir problemas e propor melhorias.
- B)foco circunscrito à melhoria da qualidade dos processos;
Errada, porque o CCQ não se limita apenas à melhoria dos processos, já que sua lógica é mais ampla dentro da qualidade total.
- C)subordinação direta à alta liderança da organização;
Errada, porque os círculos não dependem de subordinação direta à alta liderança como característica básica.
- D)poder de decisão sobre quais melhorias devem ser implementadas;
Errada, porque o CCQ normalmente propõe melhorias, mas não tem poder formal de decidir o que será implementado.
- E)número elevado de membros, oriundos de diversas áreas da organização.
Errada, porque os CCQ são pequenos grupos e não equipes numerosas com pessoas de muitas áreas.
Gabarito: A
A gestão pela qualidade total (TQM) amplia a ideia de qualidade: não basta olhar só para o produto final, porque a preocupação passa a envolver processos, pessoas, clientes, fornecedores e a melhoria contínua da organização inteira. É uma visão bem mais abrangente, quase como trocar a lanterna por um holofote. Dentro desse universo, os círculos de controle da qualidade (CCQ), associados a Ishikawa, são pequenos grupos de trabalhadores que se reúnem para identificar problemas e sugerir melhorias no trabalho. A característica mais marcante desses círculos é a participação voluntária dos membros. A lógica é justamente envolver quem está na operação, de forma espontânea e colaborativa, para gerar ideias práticas de melhoria. Não é um grupo imposto de cima para baixo, nem um órgão com poder decisório formal. O CCQ atua como espaço de proposta, aprendizado e envolvimento, não como instância de comando. Por isso, o gabarito é a letra A. Em doutrina de qualidade, os CCQ são tradicionalmente descritos como grupos pequenos, voluntários e voltados à solução de problemas do cotidiano, com foco no aperfeiçoamento contínuo. Isso combina perfeitamente com a filosofia da TQM, que valoriza a participação das pessoas e a melhoria permanente dos processos. As demais alternativas tentam transformar o CCQ em algo que ele não é: um comitê hierárquico, centralizado, enorme ou com poder formal de decisão. Em prova, a FGV gosta muito de trocar a ideia de participação espontânea por controle organizacional rígido, então vale ficar atento.