O processo de tomada de decisão sempre se baseia na racionalidade, visto que, em certos casos, o indivíduo é vítima de armadilhas psicológicas. A armadilha psicológica da ancoragem faz com que o indivíduo
- A)prefira um resultado mais garantido, ao invés daquele considerado arriscado.
Errada, porque isso descreve aversão à perda ou preferência pelo garantido, e não ancoragem.
- B)realize julgamentos considerando eventos passados disponíveis em sua memória.
Errada, porque essa ideia se relaciona mais à heurística da disponibilidade, que usa exemplos facilmente lembrados.
- C)tome decisões pautadas em estereótipos decorrentes de experiências anteriores.
Errada, porque aqui há mais proximidade com estereótipos e representatividade, não com ancoragem.
- D)busque informações que contribuam para confirmar suas escolhas.
Errada, porque isso descreve o viés de confirmação, quando você busca informações que reforcem sua escolha.
- E)se baseie em um valor de referência para direcionar sua decisão.
Certa, porque ancoragem ocorre quando você usa um valor inicial de referência como base para julgar ou decidir.
Gabarito: E
A ancoragem é um viés clássico do processo decisório: você recebe ou cria um primeiro valor de referência e, a partir dele, passa a julgar as demais informações. Em vez de analisar tudo do zero, a mente faz um atalho e fica “presa” nesse ponto inicial, mesmo quando ele nem é tão relevante assim. É aquele efeito do tipo: ouviu um número primeiro, e todos os outros parecem girar em torno dele. Na prática, a ancoragem aparece muito em estimativas, negociações, preços, salários e até em respostas de prova. Se alguém diz que algo vale 1 milhão, esse número tende a puxar sua percepção para perto dele, ainda que a análise correta apontasse outro valor. A referência inicial influencia a decisão, e aí mora a armadilha. Por isso, o gabarito é a letra E: a armadilha psicológica da ancoragem faz com que o indivíduo se baseie em um valor de referência para direcionar sua decisão. Isso está bem alinhado com a literatura de comportamento decisório e com os estudos de Kahneman e Tversky sobre vieses cognitivos e heurísticas. Em resumo: ancoragem é quando o primeiro número, ideia ou parâmetro dá o tom da decisão. O raciocínio pode até parecer racional, mas, no fundo, o cérebro está economizando esforço e usando um “ponto de partida” que influencia demais o resultado.