A implementação da ferramenta Seis Sigma para o gerenciamento da qualidade dos produtos produzidos em uma fábrica visa a
- A)determinar os 20% dos problemas que são responsáveis por 80% dos defeitos na produção.
Errada: isso descreve o Princípio de Pareto, que identifica poucos problemas responsáveis pela maior parte dos defeitos.
- B)definir, por procedimentos estatísticos, o lote econômico de compras ideal para que não haja desperdício de estoque.
Errada: isso se relaciona com gestão de estoques e lote econômico de compras, não com Seis Sigma.
- C)aumentar a variabilidade das características do produto, tendo em vista o foco na customização.
Errada: Seis Sigma busca reduzir a variabilidade, não aumentá-la.
- D)limitar a quantidade de produtos defeituosos a 3,4 por milhão de unidades.
Certa: Seis Sigma visa a um nível de desempenho com cerca de 3,4 defeitos por milhão de oportunidades.
Gabarito: D
O Seis Sigma é uma metodologia de gestão da qualidade voltada a reduzir ao máximo os defeitos e a variabilidade dos processos. Na prática, ele usa dados e estatística para fazer o processo “andar reto”, com menos erro, menos retrabalho e mais padrão. A lógica é simples: se o processo fica estável, a chance de sair produto ruim cai bastante. O nome já entrega a meta: no nível Seis Sigma, o processo busca um desempenho quase perfeito, aceitando pouquíssimos defeitos. Por isso, a referência clássica dessa ferramenta é a taxa de até 3,4 defeitos por milhão de oportunidades. É uma marca famosa justamente porque resume a ideia de excelência operacional em um número fácil de lembrar. Na questão, a banca quis saber a finalidade da implementação do Seis Sigma na fábrica. A resposta correta é a alternativa D, pois ela expressa exatamente a meta de limitar os produtos defeituosos a 3,4 por milhão de unidades. Isso está alinhado com a doutrina de qualidade total e melhoria contínua, muito associada a controle estatístico de processos e redução de variabilidade. As outras alternativas misturam conceitos de outras ferramentas de administração. A FGV gosta muito dessa troca de roupagem: coloca um nome famoso e oferece definições de Pareto, estoque ou customização para ver quem escorrega. Aqui, o caminho é lembrar que Seis Sigma não é sobre estoque, nem sobre diversificar defeitos, mas sobre reduzir falhas quase ao nível zero.