Um analista de processos é encarregado de revisar e otimizar os procedimentos operacionais de uma empresa. Ele identificou uma oportunidade significativa de melhoria que, no entanto, implicaria na redução do número de empregados. Nesse caso, a conduta mais apropriada do analista é
- A)proceder com a recomendação da otimização sem consultar os impactos humanos, priorizando exclusivamente os ganhos de eficiência.
Errada, porque prioriza só a eficiência e ignora os impactos humanos da mudança.
- B)ignorar a oportunidade de melhoria para evitar conflitos internos e possíveis demissões, mantendo a situação atual.
Errada, porque paralisar a melhoria por medo de conflito contraria a lógica da gestão de processos.
- C)avaliar cuidadosamente as possíveis consequências da implementação, buscando alternativas que possam realocar ou requalificar os empregados afetados.
Certa, porque considera as consequências da mudança e busca alternativas como realocação ou requalificação dos afetados.
- D)comunicar a descoberta exclusivamente à alta direção, deixando a decisão de implementação e gestão das consequências a seu critério.
Errada, porque o analista não deve apenas repassar a informação; ele também deve analisar impactos e apoiar a solução.
- E)propor a otimização como uma medida temporária, revertendo-a caso haja insatisfação significativa entre os empregados.
Errada, porque trata a otimização como algo provisório e reativo, em vez de enfrentar de forma estruturada os efeitos da mudança.
Gabarito: C
Gestão de processos não é só cortar etapas e correr para a eficiência como se fosse corrida de revezamento. Em concursos, a lógica cobrada é que melhoria de processo deve considerar resultado, pessoas e impacto organizacional ao mesmo tempo. Ou seja, você pode e deve buscar eficiência, mas sem tratar o empregado como simples item de planilha. Quando uma mudança pode reduzir postos de trabalho, a conduta técnica e eticamente mais adequada é avaliar as consequências humanas e procurar formas de absorver esse impacto, como realocação, requalificação e redistribuição de funções. Isso conversa com a visão moderna de gestão, em que a mudança organizacional precisa ser viável não só operacionalmente, mas também socialmente. A doutrina de gestão por processos e gestão de परिवर्तनação costuma enfatizar exatamente esse equilíbrio entre desempenho e pessoas. Por isso, o gabarito é a letra C. Ela traduz a postura correta do analista: olhar criticamente para a melhoria, medir seus efeitos e buscar alternativas menos traumáticas para os empregados afetados. Em outras palavras, não basta enxergar a eficiência do fluxo; é preciso enxergar também quem vai atravessar essa mudança. As demais alternativas exageram em um lado só: ou priorizam apenas eficiência, ou apenas evitar conflito, ou empurram toda a responsabilidade para a chefia. Em provas da FGV, essa troca entre tecnicismo frio e sensibilidade gerencial aparece bastante, porque a banca gosta de cobrar que o gestor público ou organizacional atue com racionalidade, mas também com responsabilidade social e humana.