Uma equipe de projeto se assemelha a uma orquestra – cada participante desempenha um papel bem definido e ensaiado, e contribui para um resultado muito maior do que a soma das contribuições individuais. Uma orquestra depende muito de seu líder, cujo talento e comportamento podem levar à harmonia ou à discórdia. Assinale a opção que descreve o papel de uma pessoa com boas ideias e inovadora, mas que pode negligenciar os detalhes.
- A)Planta.
Correta: a Planta é o membro criativo, inovador e original, mas pode negligenciar aspectos práticos e detalhes.
- B)Investigador de recursos.
Errada: o Investigador de Recursos explora oportunidades, faz contatos e busca informações externas, não é o perfil descrito.
- C)Coordenador.
Errada: o Coordenador é mais voltado a organizar, delegar e integrar a equipe, com foco em equilíbrio e direção.
- D)Modelador.
Errada: o Modelador é competitivo, dinâmico e orientado a superar desafios, não sendo identificado pela criatividade dispersa.
- E)Implementador.
Errada: o Implementador transforma ideias em ações e é prático e disciplinado, justamente o oposto de negligenciar detalhes.
Gabarito: A
A questão trata dos papéis de equipe de Meredith Belbin, muito usados em Administração e Gestão de Pessoas. A ideia central é simples: em uma equipe, nem todo mundo trabalha do mesmo jeito, e isso é ótimo, desde que cada perfil seja aproveitado no lugar certo. A banca gosta de cobrar a função mais marcante de cada papel, em linguagem quase “de cena de teatro”. A pessoa descrita no enunciado é aquela cheia de ideias novas, criativa, original e boa para resolver problemas de forma diferente, mas que pode se perder nos detalhes práticos. Esse é exatamente o perfil da “Planta” (Plant), que costuma ser o gerador de ideias do grupo. Ela é brilhante para inovar, mas pode ser pouco ligada ao acabamento e à execução cotidiana. Em termos doutrinários, o modelo de Belbin separa os participantes segundo contribuições típicas ao trabalho em equipe, como criatividade, coordenação, execução, controle e busca de recursos. Não é um tema de lei, mas de teoria organizacional bastante cobrada em concursos, especialmente pela FGV. Aqui, a descrição da questão bate direto com o papel de quem pensa fora da caixa, mas às vezes esquece que a caixa precisa também ser fechada depois. Por isso, o gabarito é a alternativa A. As demais opções representam outros perfis de equipe, com foco em articulação, comunicação, liderança de tarefas ou implementação, e não no perfil criativo com pouca atenção aos detalhes.