Para análise do ambiente, como habilidades inerentes à gestão pública de excelência requer-se, em regra, o domínio de ferramentas de aferição e monitoramento de indicadores, bem como de ordenação de prioridades para ações estratégicas. Como base no texto acima, sugere-se que o gestor domine
- A)a técnica do Balance Scorecard (BSC) e as 5 Forças de Porter.
Errada, porque o BSC é adequado ao monitoramento de indicadores, mas as 5 Forças de Porter analisam competitividade setorial, não prioridade de ações.
- B)as cinco Forças de Porter e a Matriz GUT.
Errada, porque as 5 Forças de Porter não ordenam prioridades estratégicas; esse papel é da matriz GUT.
- C)a Análise SWOT e a Análise de Sensibilidade.
Errada, porque a Análise SWOT serve para diagnóstico estratégico, mas a Análise de Sensibilidade não é a ferramenta típica de priorização pedida no enunciado.
- D)a Análise SWOT e a Análise de Cenários.
Errada, porque a SWOT ajuda a analisar ambiente interno e externo, mas não é ferramenta de monitoramento de indicadores nem de priorização.
- E)a técnica do Balance Scorecard (BSC) e a matriz GUT.
Certa, porque o BSC é usado para aferir e monitorar indicadores estratégicos, e a matriz GUT serve para definir prioridades de ação.
Gabarito: E
A questão mistura duas ideias muito cobradas em gestão pública: medir o desempenho e organizar prioridades. Quando o enunciado fala em "domínio de ferramentas de aferição e monitoramento de indicadores", ele aponta para o Balanced Scorecard (BSC), que é usado para traduzir estratégia em objetivos, indicadores, metas e acompanhamento contínuo. Já a parte de "ordenação de prioridades para ações estratégicas" combina com a matriz GUT, que ajuda a classificar problemas e ações לפי gravidade, urgência e tendência. É a dupla perfeita para quem precisa gerir com método, e não no modo "apaga-incêndio e corre". O BSC, criado por Kaplan e Norton, é um instrumento de gestão estratégica que organiza a visão da estratégia em perspectivas e indicadores, permitindo monitorar resultados de forma equilibrada. Ele não serve para listar forças competitivas do mercado, mas para acompanhar se a estratégia está saindo do papel. Na administração pública, isso é muito útil para vincular planejamento, metas e avaliação de desempenho. A matriz GUT, por sua vez, é uma ferramenta clássica de priorização. Ela ajuda a decidir o que atacar primeiro quando há muitos problemas concorrendo pela atenção do gestor. Em ambientes públicos, onde recursos são limitados e demandas são muitas, saber priorizar bem faz toda a diferença. Por isso, o gabarito é a letra E: BSC para aferição e monitoramento de indicadores, e GUT para ordenação de prioridades. A questão não cobra uma ferramenta de diagnóstico do ambiente externo, mas sim instrumentos de gestão e priorização estratégica.