A escola de relações humanas é um dos principais marcos na evolução do pensamento administrativo. Essa escola, entre outras contribuições relevantes, destacou a importância da organização informal para a produtividade e o funcionamento das estruturas organizacionais formais. No entanto, a escola foi também alvo de críticas de autores e pesquisadores diversos, que levaram à sua superação e a novos desenvolvimentos no campo da administração. Entre as principais críticas apresentadas à escola de relações humanas, está:
- A)a correlação simplista entre satisfação e produtividade do trabalhador;
Certa: essa é uma crítica clássica à Escola de Relações Humanas, pois ela exagerou ao associar satisfação do empregado automaticamente a aumento de produtividade.
- B)o caráter ideológico a favor do trabalhador e contra a administração;
Errada: a escola valorizou o trabalhador, mas a crítica central não é um suposto viés ideológico contra a administração.
- C)a ênfase teórica e a falta de empirismo das pesquisas realizadas;
Errada: as pesquisas de relações humanas tiveram base empírica, especialmente nos estudos de Hawthorne; a crítica não é falta de empirismo.
- D)a visão funcionalista contida no conceito de homem complexo;
Errada: o conceito de homem complexo pertence à Teoria da Contingência e não é uma crítica típica da Escola de Relações Humanas.
- E)o pressuposto de que a satisfação do trabalhador está diretamente relacionada a seu nível de remuneração.
Errada: a escola não defendia que satisfação dependesse diretamente do salário; isso é uma redução indevida do que ela estudou.
Gabarito: A
A Escola de Relações Humanas surgiu como reação à visão excessivamente mecanicista da administração clássica. Ela trouxe uma ideia importante: pessoas não trabalham como peças de máquina, e a organização informal, os grupos, a liderança e a motivação influenciam muito o desempenho. Em outras palavras, o clima humano do trabalho passou a importar de verdade. O problema é que, no entusiasmo de valorizar o lado humano, alguns estudos da escola acabaram simplificando demais a realidade. A crítica mais conhecida é justamente a de que houve uma correlação simplista entre satisfação e produtividade. Nem sempre um trabalhador mais satisfeito produz mais, porque produtividade também depende de metas, tecnologia, desenho do trabalho, incentivos, capacitação e contexto organizacional. Por isso, o gabarito é a letra A. A escola ajudou muito ao mostrar que dinheiro e regra não explicam tudo, mas foi criticada por tratar uma relação complexa como se fosse automática: “satisfeito = produtivo”. Na prática, a administração aprendeu que o comportamento humano é mais cheio de nuances do que receita de bolo de quadro branco. Essa superação abriu caminho para abordagens mais amplas, como a Teoria Comportamental e os estudos sobre motivação, liderança e sistemas organizacionais, que passaram a enxergar o trabalhador de forma mais realista e menos romântica.