O planejamento formal proporciona, reconhecidamente, diversos benefícios para as organizações, como, por exemplo, definir parâmetros de controle e avaliação do desempenho organizacional. No entanto, o processo de planejamento formal também é alvo de críticas que apontam suas potenciais desvantagens. Segundo essas críticas, o planejamento formal:
- A)fragmenta os esforços da organização em função dos objetivos múltiplos;
Errada, porque o planejamento formal não é criticado por fragmentar esforços em função de objetivos múltiplos, mas sim por poder engessar e burocratizar a ação organizacional.
- B)tende a inibir a criatividade e a inovação;
Certa, porque uma crítica clássica ao planejamento formal é que ele pode inibir a criatividade e a inovação ao tornar a organização rígida e excessivamente estruturada.
- C)gera ineficiência na distribuição dos recursos organizacionais;
Errada, pois a crítica usual não é sobre ineficiência na distribuição de recursos, e sim sobre a perda de flexibilidade e de capacidade inovadora.
- D)reduz o comprometimento da média e baixa gerência;
Errada, porque a redução do comprometimento da média e baixa gerência não é a formulação clássica da crítica ao planejamento formal cobrada nessa abordagem.
- E)dificulta o autoconhecimento sobre as fragilidades organizacionais.
Errada, pois o planejamento formal não dificulta o autoconhecimento organizacional; ao contrário, ele costuma apoiar diagnóstico, controle e avaliação.
Gabarito: B
Na Abordagem Neoclássica, o planejamento formal ganha status de ferramenta importante porque ajuda a organizar metas, orientar decisões e criar critérios de controle. Em provas, a ideia central é: planejar traz ordem, mas não faz milagre. Ele não resolve tudo sozinho, e também pode gerar efeitos colaterais quando vira excesso de burocracia. Uma das críticas clássicas ao planejamento formal é que ele pode engessar a organização. Quando tudo fica muito amarrado em planos, metas e procedimentos, sobra menos espaço para improviso inteligente, experimentação e soluções criativas. A empresa passa a seguir o roteiro com tanta disciplina que, às vezes, esquece de olhar para fora da cartilha. Por isso, o gabarito é a letra B. O planejamento formal tende a inibir a criatividade e a inovação, especialmente quando é rígido, excessivamente detalhado e centralizador. Essa crítica aparece na doutrina de Administração quando se aponta que o planejamento pode virar um fim em si mesmo e reduzir a flexibilidade organizacional. As demais alternativas trazem efeitos que não são a crítica mais típica ao planejamento formal. A banca costuma cobrar justamente essa visão equilibrada: planejamento é útil, mas pode virar camisa de força se for aplicado de modo excessivamente burocrático.